Sinopse: Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de
fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais,
algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era
Antiga.
Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo
Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais
conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.
Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia,
satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas
começam a acontecer...
Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia
negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas
silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela
magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais
sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e
esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E
duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga
que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real.
E mudará o mundo.
Foi ano
retrasado. Entrei em uma livraria e reparei num livro em destaque chamado Dragões de Éter — Caçadores de Bruxas, e
me surpreendi com o fato de um escritor brasileiro estar figurando no meio de
tantos nomes estrangeiros. Na época, eu conhecia poucos autores brasileiros e
começava a observar como era difícil encontrar títulos de literatura fantástica
nacional nas prateleiras. Eu me lembro de ter dado uma breve folheada no livro,
mas apesar de achá-lo interessante, não o levei. Só resolvi adquiri-lo
aproveitando uma excelente promoção da Submarino com o box da trilogia.
Entretanto, assim como os demais livros da minha estante, esses mofaram algum
tempo até que eu finalmente tomasse coragem para abrir o primeiro volume. E o gatilho
para essa ação foi um evento do Clube do Livro da Saraiva, no Shopping RioSul,
onde estava presente o próprio Raphael Draccon - será esse o nome dele mesmo ou
é apenas artístico para combinar com os livros, rsrs? - e outros autores.
Talvez
alguns o conheçam devido à indicação da saga As Crônicas de Gelo e Fogo para a editora LeYa (sim, se você é fã
da obra de George R. R. Martin agradeça ao Draccon), porém, o autor é um dos
expoentes da literatura fantástica nacional e, após eu ter finalizado a leitura
de Caçadores de Bruxas, não fiquei
surpreso que tenha alcançado esse status, pois ele escreveu uma obra realmente
admirável.
É
provável que o final da resenha (onde conterá spoilers) saia uma impressão bem informal, além de muito pessoal, de alguns personagens e de outros detalhes do livro.
Motivo? É melhor ser o mais natural possível com aquilo que mais gostamos.
Muita formalidade reprime as emoções, e eu não faria isso com um livro que
tocou meus sentimentos. Por isso, tentarei ser o mais aberto possível.
Então
vamos lá. E um. E dois. E três.
(esse é um booktrailer antigo, da primeira edição lançada em 2007 pela editora Planeta, mas muito bom)
Meu
primeiro espanto em relação a Dragões de
Éter foram as referências utilizadas pelo autor. Dar uma nova roupagem aos
contos de fadas que fascinaram nossas mentes quando crianças, somada às
referências de uma das maiores séries dos videogames — Final Fantasy — deixa
muito curioso qualquer um que aprecie ambas as alusões. Na orelha do livro,
também são mencionadas referências de bandas de rock como Limp Bizkit e
Nirvana, mas como não conheço tanto sobre elas, me limitarei a fazer uma
análise a respeito da utilização dos contos de fadas e das características que
remetem aos games de Final Fantasy.
Logo no início, o livro nos apresenta uma
versão diferente da Chapeuzinho Vermelho, uma adaptação que busca a coerência e
os pontos de vistas que uma história infantil procura abster para tentar
ensinar alguma moral. Na versão escrita pelo Draccon, esse conto de fadas é
explorado e utilizado dentro do contexto do universo criado pelo autor, o mundo
de Nova Ether (é, por exemplo, adicionado um nome a essa personagem — Ariane
Narin —, já que só conhecemos a Chepeuzinho Vermelho por essa alcunha). Além
dela, também temos as histórias de João e Maria, um personagem que é filho do
Capitão Gancho, e um anão da Branca de Neve e os Sete Anões. É complicado
conceber um universo em que essas quatro referências interajam e se harmonizem
de forma coesa. Mas em Nova Ether isso é possível. Trata-se de uma releitura
dessas histórias num mundo novo e fantástico, um aproveitamento destes
personagens que marcaram nossa infância. Há, por exemplo, o fato do nariz do
João apresentar hemorragias em determinados momentos depois que ele e a irmã
passaram pelo traumatizante episódio da Casa de Doces, ou então o fato de
Zangado, um dos sete anões, ser, na verdade, um Mestre Anão com um poder de
luta titânico. É divertido, curioso e empolgante acompanhar tais personagens em
novas aventuras. Não chega a ser necessariamente uma fanfic, como alguns podem pensar, pois, embora o autor tenha
utilizado figuras conhecidas, ele atribuiu a cada uma delas personalidades
cativantes e as usou nas aventuras de Nova Ether, até porque, nos contos de
fadas usuais para crianças, não temos um aprofundamento psicológico dos
personagens. Em Dragões de Éter temos
a chance de conferir um pouco melhor que tipo de pessoas podem ser a Chapeuzinho
Vermelho, o João, a Maria e alguns outros.
Os
“gamers” que já jogaram Final Fantasy devem saber que a sensação de estar
controlando os personagens enquanto desbravam um mundo fantástico é quase
indescritível. É um dos poucos jogos que me absorve “por inteiro”, como se eu
mesmo estivesse dentro daquele universo. É uma magia que nos arrebata pelo
cenário magnífico, os personagens carismáticos, o enredo emocionante e bem
trabalhado, e muitos outros fatores que fazem deste jogo uma das melhores
franquias para consoles. Em suma, é um
jogo que chega a ser poético. Logo, Dragões
de Éter não estava sendo presunçoso ou convencido quanto a ter sido
influenciado por essa série: a sensação no decorrer da leitura, ao acompanhar a
história, traz, por incrível que pareça, uma poesia mágica semelhante a quando
se joga um Final Fantasy. Sei que estou sendo muito subjetivo e pessoal, mas é
provável que alguns leitores que se tornaram fãs deste livro também tenham
sentido a mesma coisa (mas, se por acaso, eu for o único louco, que seja,
rsrs). O enredo por trás da criação do universo de Nova Ether assemelha-se a
mesma magia encontrada nas teias criativas dos games. Além disso, há uma
personagem com o mesmo nome da protagonista de Final Fantasy VI (que
coincidentemente estou jogando atualmente).
No que
diz respeito à estrutura, o livro é dividido em três partes: Caçadores de
Lobos, Caçadores de Fadas e Caçadores de Bruxas; tal divisão é bem justificada
pelos acontecimentos na história. Outra característica interessante são os
capítulos: curtos (de menos de uma página a cinco, dependendo da cena), não
nomeados, e geralmente terminados em clímax (cliffhanger). Essa armação
facilita o trabalho com os diversos núcleos de personagens, que se aproximam no
decorrer da história ao tempo que a trama vai se desenvolvendo. Apesar dessa
artimanha de fazer o leitor devorar muitas páginas sem perceber, sofri o efeito
contrário. Não conseguia ler mais do que vinte páginas de uma vez simplesmente
porque não queria que tudo o que aquelas vinte páginas formaram em meu
imaginário desse espaço para mais um pouco. Eu queria saborear o que havia
lido, tentar alongar o máximo possível a sensação despertada por aquele pedaço
de leitura. Isso geralmente acontece quando o livro é muito bom.
O
narrador da história não é exatamente aquele tipo onisciente característico.
Ele se assemelha a um bardo contando as aventuras que se passam em Nova Ether.
Por isso é muito comum que a escrita passeie entre o formal e o informal, às
vezes soando natural e livre, como numa conversa, ou despejando frases mais
presas e comuns às narrações usuais. Mas a escrita, no geral, predomina uma
fluidez e naturalidade que não a torna cansativa. As cenas de luta foram bem
descritas, embora gostaria que algumas tivessem sido mais exploradas. O único
contra são as repetições de certos detalhes que o leitor já assimilou páginas
atrás; o descarte de algumas frases tornaria a leitura mais objetiva. Mas um
fato importante a respeito do narrador só será revelado no último capítulo do livro.
Há quem
pense que uma história que se passe num universo medieval deva,
obrigatoriamente, conter uma linguagem referente à época e desprover de
palavras e gírias semelhantes ao nosso tempo. Isso não é verdade, pois, se tal
história se passa num universo fictício, este espaço sofreu um desenvolvimento
diferente do nosso mundo e, portanto, é plausível e verossímil que tanto o
estilo de nossa linguagem quanto ao do mundo criado possa parecer idêntico. É
por isso que em Nova Ether os adolescentes falam e se expressam como os
adolescentes de nosso mundo (na verdade, há uma razão bem interessante no
posfácio). Essa característica contribui também para um diálogo mais forte com
a jovem geração hodierna, atraindo-a muito mais facilmente para a leitura.
Claro, que esse linguajar mais solto não figura entre os nobres e a família
real; reis e príncipes utilizam, a depender da ocasião, falas polidas e
requintadas típicas da classe em que estão.
Para a
minha surpresa, a ilustração do mapa de Nova Ether foi feita pelo Licinio
Souza, o mesmo que desenhou os mapas da trilogia Legado Goldshine, escrita pelo
Leandro Reis. Aprecio bastante suas ilustrações.
Além dos
personagens de contos de fadas, o livro também conta com os originais da
história que são tão carismáticos quanto os emprestados das referências. Um Rei
considerado o maior de todos, príncipes, plebeus, ladrões, fadas, bruxas,
trolls, piratas e muitas outras figuras (fantásticas ou não) que em poucas
páginas conseguem nos atrair a atenção. Acho que nunca gostei de tantos
personagens de um mesmo livro, e não só deles, mas também da história e do
universo criado pelo Draccon. Sensação parecida com essa eu só havia sentido
nas leituras de Harry Potter. Então acho que isso torna Caçadores de Bruxas um dos meus livros de fantasia favoritos.
Uma das
qualidades de Dragões de Éter, e
talvez o seu maior diferencial em relação às outras obras fantásticas que eu já
tenha lido, seja a presença de diálogos sutis com a realidade de nosso tempo.
Isso me faz pensar naquelas pessoas que pensam que uma história de Fantasia é
simplesmente um devaneio que acabará no momento em que a última frase do livro
for lida, quando, na verdade, é justamente o contrário, pois uma história
fantástica está muito longe de ser um devaneio, ela é, para mim, uma profunda
imersão além do comum, para o reino dos sentimentos, para o interior da vida, e
também um reflexo do mundo em que estamos.
Um
exemplo interessante pode ser verificado na seguinte passagem do livro:
“O que acontece é que o que estou dizendo está
escrito em qualquer livro histórico da Biblioteca Real dessa cidade; basta
apenas folhear nas prateleiras corretas, o que já seria algo raro, já que hoje
em dia está tão difícil ver os jovens folheando até mesmo as prateleiras
erradas.”
Isso não
me é estranho. Também tenho essa impressão no país onde vivo. Mas tenho
esperança que, um dia, os jovens procurarão livros em qualquer prateleira. (Na
verdade, a situação já está começando a mudar).
Além da
ilustração acima, o livro é recheado de alusões reflexivas a nossa realidade,
ponderações filosóficas e, claro, se as referências provêm da cultura pop, não
poderia faltar uma menção bem explícita:
“Ele não escondera o rosto por debaixo do capuz,
estava apenas se protegendo do frio que dizia sentir, nem dissera que seu nome
era “Mitkov”, “Aragorn” ou, sei lá, “Luke”!”.
Enfim,
Dragões de Éter — Caçadores de Bruxas é um livro divertido e ao mesmo tempo
reflexivo (principalmente em relação à ignorância do Homem), com uma história
cativante, personagens interessantes e diversas referências contemporâneas.
Contém spoilers!
Irei
citar alguns preferidos e falar um pouco do motivo deles terem me agradado. E
um. E dois. E três.
O
protagonista Axel Branford — eu não deveria chamá-lo exatamente de protagonista,
já que muitos personagens tiveram papéis decisivos na história de uma forma que
um não ficasse numa posição muito privilegiada em relação ao outro no que diz
respeito a sua importância na trama — é o tipo de príncipe que cativa por sua
virtude; alguém que não é aquele herói que carrega a fama de ser o mais forte
da história (pois cada personagem tem características de combates distintas e,
no caso de Axel, é habilidoso no pugilismo) e que resolverá todos os problemas.
Ele conta com várias ajudas e passa por diversas provações, e talvez seja daí
que provém minha identificação com o personagem, pois isso o torna mais humano
e mais próximo de nós.
Enquanto que na primeira metade da história acabamos por
simpatizar com o segundo príncipe de Arzallum, surge Anísio, na iminente forma
de um sapo, e tenho a impressão de que se ele fosse apresentado em sua forma
humana, talvez tivesse se tornado um personagem de última hora querendo ganhar
alguma importância. Apesar das desvantagens (tinha algumas conveniências também,
pra variar) de ser tragado por uma pele de sapo, mesmo envergonhado por sua
aparência, ele se portou como uma figura real quando realmente foi necessário.
Um ótimo exemplo disso foi quando ele soube onde a princesa Coração de Neve
estava sendo mantida. Ele simplesmente moveu-se pela cidade e pelos túneis
querendo encontrar a pessoa que amava. Tais ações foram suficientes para que eu
o admirasse. Ademais, a interação entre os dois irmãos me pareceu bem
desenvolvida, natural, exalando uma vistosa fraternidade.
Agora que falei dos
príncipes, hora de falar do Rei. Primo me pareceu um personagem bem imponente,
ou pelo menos no começo foi assim, pois confesso que senti um enorme gosto ao
vê-lo afundando cada vez mais num poço que parecia não ter fundo (não estou
sendo cruel nem nada, mas quando um Rei começa a ficar enviesado e furioso, é
sinal de que a história começará a ficar tensa, rsrs). Porém, confesso que
depois dessa minha torcida pela insanidade do Rei, comecei a me emocionar com
sua resignação, sobretudo depois que ele soube a verdade por trás da Caça às
Bruxas. Aliás, aquela cena dele relembrando os erros do passado foi a melhor
passagem do livro, um momento em que a leitura eleva seu espírito ao êxtase e
te joga literalmente dentro das páginas para você SENTIR a emoção da história.
Deixando o Rei e partindo para a Rainha (escrita com R), ela não aparentava ter
uma importância tão grande no começo do livro (tudo bem, ela era uma Fada,
então claro que se tornaria alguém importante na trama), mas Terra Branford só
passou da posição passiva para a ativa no final da história, quando
provavelmente nenhum dos personagens esperaria uma manifestação tão divina. Há
um aspecto feminista envolvendo tal personagem (como também na parte em que é
explicado que a imagem do Criador também pode ser a de uma Criadora), e isso é
evidenciado claramente na “r”ainha do início para a “R”ainha no final.
Ainda no
grupo feminino, a Maria Hanson provou-se ser uma das poucas garotas
adolescentes (ou talvez a única), pelo menos dentre as que foram apresentadas,
pela qual eu me apaixonaria. Não, isso não é uma declaração de amor, hehe. Mas
se ela é uma das poucas que frequenta uma biblioteca por gosto então
ficaria complicado ser feliz em Andreanne
(muito melhor que uma garota que amostra os seios para chamar a atenção de um
príncipe, haha). Além do mais, ela é uma jovem “direita”, esforçada e muito
inteligente (parte da minha vida se identificou com ela).
E temos a pequena
Ariane Narin, a nossa Chapeuzinho Vermelho — que odeia esse apelido —, e que
ganhou uma importância além do que eu imaginava. Certamente é uma das
personagens mais promissoras da série, e como ela apenas “iniciou” seu papel
nessa história, creio que o protagonismo lhe cairá nos volumes seguintes.
E o
namorado dela, o João Hanson, também possui lá o seu carisma com o seu jeito
divertido e super-protetor em relação à irmã e suas reclamações sobre os gritos
de Ariane quando estão na presença de Axel (bom, se eu fosse ele também faria o
mesmo).
Também gostei muito do Caçador. Fez poucas aparições. A primeira,
salvando Ariane, a segunda se encontrando com ela (cena que achei muito legal),
e a terceira salvando não apenas a menina, mas também a mãe dela de soldados
(encaixe aqui uma seleção de adjetivos torpes).
O Sabino é um ótimo professor e
personagem, seu jeito dedutivo é elegante, sobretudo quando quer deixar
embaraçado um bando de nobres conselheiros que gostam de matutar teorias e mais
teorias (aliás, o mundo está mesmo cheio de gente teórica, não é? Às vezes, sinto
a falta de um Sabino para pensar e colocar as coisas em prática).
Snail foi
aquele personagem de aspecto cinzento que temos de ler até o final para ver em qual lado ele irá colocar os dois pés. Felizmente, para a maioria dos personagens da
história, escolheu o lado “do Bem”, caso contrário, muitas mortes teriam
ocorrido e todos os meus personagens preferidos provavelmente não estariam mais
vivos para um segundo volume.
E falando em morte, a Beanshee foi uma criação
interessante, pondo uma tensão máxima na trama, pois a provável morte de um
personagem é algo que mexe com qualquer leitor. Vê-la passeando pelas páginas
deixa a história muito mais emocionante.
E agora falando sobre os vilões, o
Jamil foi só um antagonista menor (ou nem tanto), embora tenha esbanjado altivez e imponência.
Suas características realmente demonstravam ser mesmo o filho do Capitão Gancho
(mesmo que a cena que eu mais tenha gostado com ele tenha sido quando o Snail o
enganou, hehe). Uma vilã mesmo de colocar medo foi a Bruxa Babau, que eu nunca
imaginaria estar escondida sob o lugar mais puro da cidade. No meio da história
eu andei me perguntando se ela não iria realmente aparecer; e achei que ficou
ótima a aparição dela na parte final do livro. Bom, agora só resta a Bruja, mas
nem sei o que posso falar dela por enquanto, pois não tenho dúvidas de que irá
aparecer nos volumes seguintes.
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Isso sim é uma resenha, o resto é balela! Eu já estava com vontade de ler Dragões de Éter agora estou alucinada para ler. hehehe. Teve uma parte da resenha que você disse: Isso me faz pensar naquelas pessoas que pensam que uma história de Fantasia é simplesmente um devaneio que acabará no momento em que a última frase do livro for lida, quando, na verdade, é justamente o contrário, pois uma história fantástica está muito longe de ser um devaneio, ela é, para mim, uma profunda imersão além do comum, para o reino dos sentimentos, para o interior da vida, e também um reflexo do mundo em que estamos. Eu me identifiquei totalmente, é exatamente isso que eu penso. Muitas vezes os livros de fantasias me fazem refletir mais sobre o mundo real que um livro não-fictício.
4 comentários:
bacana!
senti falta dos botoes para redes sociais, para poder facilitar o compartilhar a postagem =]
Obrigado pelo toque, Licínio. Eu já tentei inserir os botões uma vez, mas parece que o template não aceita alguns códigos de compartilhamento.
Mas já arrumei um que basta inseri-lo na postagem. ;)
Abraços.
Isso sim é uma resenha, o resto é balela!
Eu já estava com vontade de ler Dragões de Éter agora estou alucinada para ler. hehehe.
Teve uma parte da resenha que você disse: Isso me faz pensar naquelas pessoas que pensam que uma história de Fantasia é simplesmente um devaneio que acabará no momento em que a última frase do livro for lida, quando, na verdade, é justamente o contrário, pois uma história fantástica está muito longe de ser um devaneio, ela é, para mim, uma profunda imersão além do comum, para o reino dos sentimentos, para o interior da vida, e também um reflexo do mundo em que estamos.
Eu me identifiquei totalmente, é exatamente isso que eu penso. Muitas vezes os livros de fantasias me fazem refletir mais sobre o mundo real que um livro não-fictício.
Tenho certeza que eu, você e um monte de pessoas pensam o mesmo a respeito dos livros de fantasia. ^^
Eu recomendo muito a leitura de Dragões de Éter. No momento, estou lendo o segundo volume, e certamente postarei uma resenha dele lá pelo meio do mês.
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