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Editora: Verus Editora
Páginas: 586
Sinopse:
Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.


Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

Atraído pela grande repercussão que o livro de Eduardo Spohr teve na mídia, resolvi conferir em suas páginas a qualidade responsável por esse rebento. Não foi por acaso que “A Batalha do Apocalipse” escreveu seu nome na literatura fantástica nacional, o empenho do autor, acreditando fielmente no potencial do livro, e o indispensável amparo dos meios de divulgação, como o JovemNerd, resultou no que hoje é um fenômeno literário. 

Em média, leio um livro a cada três semanas ou quatro; pois é, sou do tipo que gosta de degustar pouco a pouco as páginas, ressalvo os casos em que o livro é muito bom e de narrativa fluente. (Gosto muito das Crônicas de Nárnia neste quesito). O livro do Spohr me fez gastar incríveis dois meses de leitura, fato semelhante que ocorre quando leio o Senhor dos Anéis. Aliás, a narrativa de ambos os livros são bem similares, optando pela descrição de cenários e alongando demasiadamente a jornada do protagonista. Claro que há leitores que veneram tal narrativa descritiva, mas não sou muito a favor quando elas acabam atrapalhando o desenvolvimento da história. Embora os cenários percorridos no livro tenham sido descritos a base de muita pesquisa e empenho por parte do autor, agraciando-nos com uma imagem precisa de ambientes históricos, algumas cenas poderiam ter sido mais resumidas, tanto a respeito do ambiente quanto dos personagens. Todavia, isso não tira as marcantes impressões visuais que as páginas deixam na mente do leitor, horrendas como os recantos do Inferno até sublimes quanto às camadas do Céu. 
 A capa, tão fascinante e em sincronia com o impactante título – Da queda dos Anjos ao crepúsculo do mundo – ajuda na imagem do livro, atrai e convence até os mais desgostosos de livros grandes. 

Uma característica interessante na história é a constante mudança de tempo, hora ou outra volta ao passado para relatar algum fato importante, ou nem tanto. De maneira geral, todos os flashbacks, que chegaram a ocupar quase metade do livro, foram relevantes para dar mais sustentabilidade a alguns personagens, principalmente ao protagonista, porém, como já mencionei, tudo poderia ser apresentado de maneira mais resumida. Houve muitas partes desnecessárias que apenas “encheram lingüiça” e foram culpadas pela falta de movimento no enredo. 
As diversas castas de anjos e demônios foi o grande chamativo do livro. O autor descreveu cada uma delas, dando mais originalidade a história e uma característica mais segura aos personagens. Dá-se até para fazer um bom joguinho de RPG com este material. Um fato curioso, um devaneio a parte, é que enxerguei vários momentos que se assemelhavam a cenas de games. O que quero dizer é que se fosse possível, o livro daria um bom jogo de ação. As batalhas muito bem descritas e instigantes, talvez tenham me dado esta impressão pela força dos personagens em embate. Anjos, demônios, guerreiros, harpias, feiticeiros... a gama de diversidade de raças combatentes e a ótima narração das batalhas fez destas um ponto alto no livro.
O livro só começou mesmo a me prender após 450 páginas, na proximidade do confronto final do Armageddon. A guerra entre as hordas é fantástica e dá muito gosto de ler estes últimos momentos da história; a reviravolta também enalteceu ainda mais o clímax. E o final caiu perfeitamente bem para uma história com um tema tão inquietante.
Em suma, a literatura fantástica nacional está muito forte e bem representada nesta épica obra.

5 comentários:

Prof. Luciano disse...

Luiz
Eu sinceramente não estava empolgado em ler esse livro, não sei explicar qual o motivo, mas após ler sua resenha a respeito, estou reconsiderando e pretendo lê-lo assim que possível.
Abraços!
Luciano

Luiz Teodosio disse...

Olá, prof. Luciano.
O livro tem seus altos e baixos, e confesso que se ele fosse tão famoso para um livro nacional, não sei se o leria. Mas de maneira geral, é um ótimo livro.

Obrigado pelo comentário.
Abraços!

Isie Fernandes disse...

Olá, Luiz.

Vim aqui para lhe desejar um feliz aniversário. Parabéns pelo seu dia, sucesso e muitas bênçãos pra você!

Grande abraço.

Luan Junio disse...

Esse Livro é Otimo De mais tem 2 Semana que comprei ele mas dá capa azul e to quase na metade dele. Já vo compra á continuação dele deixa guardado pra quando eu acabar de ler esse eu leio o outro. Muito Show

Luiz Fernando Teodosio disse...

Sim, Luan, o livro é muito legal. Leia esse e os Filhos do Éden, que se passa antes da Batalha.