Retribuição segue um roteiro muito semelhante ao primeiro filme: o objetivo dos personagens é escapar de uma fortaleza subterrânea da Umbrella, controlada pela Rainha Vermelha — a vilã do primeiro longa, apesar de uma leve mudança na imagem da garota. E temos até mesmo um licker, só que gigante. Mas enquanto o primeiro filme focava-se no suspense, este, aos moldes do que já vinha acontecendo nas sequências, apela para a ação. Além disso, a história que parecia desnorteada nos terceiro e quarto filmes conseguiu encontrar um caminho e elucidou algumas pontas soltas no roteiro, sobretudo, a respeito da Corporação. Não direi que a qualidade aumentou, apenas que a essência do Resident Evil idealizado pelo Anderson mostrou-se com um pouco mais de clareza.
Saindo dos clones e falando dos personagens “vivos”, fiquei curioso para saber como Leon, Barry e Ada (novos integrantes provenientes dos jogos) seriam retratados no longa. Eu nem percebi o Leon atuando, mesmo com um tanto de falas. Muito pouco lembra o personagem que é um dos mais importantes da série, e essa descaracterização só não chega a ser pior que a da Claire, colocada na trama como líder de um comboio num deserto em Extinção. Barry, apesar de um pouco mais novo, chegou próximo do papel que representa nos jogos — temos até uma cena dele atirando prazerosamente com uma magnum. Sobre a Ada, a atriz chinesa atuou muito bem, mas faltou aquela sensualidade típica da “woman in the red”. Uma coisa curiosa e ridícula na versão dublada é que o nome “Ada” é pronunciado da mesma forma como está escrito, e não “Eida”. E a Alice… bem, do segundo filme em diante, a personagem praticamente parou de evoluir e se tornou uma mulher overpower matadora de zumbis. Na verdade, ela ainda é, só que o roteirista finalmente conseguiu dar alguma “vida” a ela. Para isso, se inspirou na relação Claire e Sherry do segundo game da série e deu a Alice um papel de protetora materna. Até que funcionou bem.
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