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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Resenha: Dex - O mundo místico de Hevendor I

Conforme eu for terminando de ler alguns livros, irei postar aqui uma resenha sobre os mesmos. Esta será a minha primeira resenha neste blog, e espero que possa atiçar mais leitores para o livro em questão. Ainda sou péssimo para fazer críticas mais detalhadas, mas em breve eu deixo a discrição de lado e acabo com meus dedos no teclado.rsrs

  Hevendor é um livro online e gratuito escrito por C.J.Muradi e pode ser baixado no site http://www.hevendor.com

  O livro começa com um prólogo daqueles que revela um grande acontecimento no passado. Logo em seguida, mostra-se o início da história do jovem Dex. Os dois primeiros capítulos são realmente bem interessantes, pois praticamente molda toda a história do livro.

   A princípio, o protagonista é aquele personagem descontraído que sonha com a fama de um herói e do tipo que não usa muito a inteligência. Logo depois que o personagem é apresentado, a história ainda parece bolar alguns fatos para que a trama ande. Entretanto, conforme o desenvolvimento, este parece fazer realmente o papel de um livro que é dividido em volumes. A história deixa algumas pontas soltas, e isso se torna muito mais protuberante no final. Particularmente estou ansioso por dois pontos em questão no desfecho do livro.

Algo que achei interessante no protagonista também são os seus poderes.

Não vou falar muito, pois tiraria toda a graça da história. O fato é que este livro, como o início de uma ótima série, saiu-se muito bem, apesar da trama ter um roteiro simples, mas deixou um gosto de querer um pouco mais após o final.

Sinopse: 

No coração do Reino de Odayla, onde a pacata Vila Flor de Fogo se esconde, às margens da misteriosa Floresta Vermelha, uma criança é deixada na soleira da porta de um simplório casebre, onde vive Algred, um velho entalhador local.


Assim surge Dex. Uma criança misteriosa que em meio a estranhos eventos acaba tocando uma Pedra Mística, um raro artefato que tinha como único propósito conferir incríveis poderes ao futuro herói que protegeria toda aquela região.

Mesmo crescendo cercado por pessoas que o odiavam, Dex torna-se um garoto bondoso, cujo único objetivo é se tornar o Herói Supremo de Hevendor. Sonho que passa a se tornar realidade, assim que seus surpreendentes poderes começam a aparecer.

Assim que a notícia do surgimento de seus espantosos poderes se alastra, olhos cobiçosos de homens perigosos e influentes voltam-se para o pequeno e ingênuo garoto. Então Dex parte de sua terra natal, deixando para trás a paz da vida que conhecia até então para trilhar um caminho cheio de aventuras, maravilhas e perigos.

Nas profundezas da Floresta Vermelha, onde a misteriosa Torre de Topázio, erguida pelos já extintos Elfos, faz sua vigília, Dex passará por um árduo treinamento que fortalecerá seu corpo e caráter.
Neste local ermo fará novos poderosos aliados e conhecerá seu primeiro e temível inimigo, em uma jornada que o levará a descobrir sua própria força e o verdadeiro sentido da vida.

Porém Dex descobrirá que ainda existem muitos mistérios e profundos segredos acerca de suas origens, mistérios que apenas o tempo terá o poder de revelar.

Confira o booktrailer


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Guerra das Energias - Volume 01 - Capítulo 06

Desculpem-me pela demora do capítulo. Venho enfrentando problemas para ter acesso a internet no computador. Mas enfim, aqui está ele.



Raizen permanecia insensível sobre a rocha pontiaguda sendo encarado pelo cenho severo do Mago. Zailon perscrutou desde ao sorriso desdenhoso do oponente até as armas que o mesmo empunhava. Pressentia que algum efeito mágico preocupante estava inserido naquelas lâminas. O método mais sensato de lutar seria manter alguma distância do inimigo.
   Por sorte, batalhas de médio alcance era a especialidade dos Magos, pois eram providos de muitas magias úteis a serem lançadas contra os adversários. Não havia motivos para tanta preocupação se mantivesse afastamento em relação às Espadas de Orion. Apenas teria de tomar cautela com a grande velocidade de Raizen.
   Analisando o poder do Lorde da Destruição, ele se assemelhava a um Mago que sempre mantinha sua Aura em estado máximo. Força, velocidade, reflexo, e destreza eram alguns dos atributos físicos que o Inalador Negro, adornado e talhado em seu peito, lhe concebia. Tal relíquia que absorvia Energia Maligna era a fonte do poder de Raizen. É claro, que Zailon já tentara destruí-la, mas provou-se mais difícil do que derrotar o próprio Lorde Maligno.
   Num ímpeto, o Mago Supremo empertigou seu cajado para o céu, e bradou as palavras de seu ataque.
- Voe e avance! Invocação Elemental: Dragão de Raio!
   A ponta da arma deu um momentâneo estalido na hora em que algumas fagulhas azuladas irromperam dela. No instante seguinte, uma silhueta comprida de formato cilíndrico; azulada e chamuscada, esguichou da extremidade do cajado e ascendeu ao céu.
   A primeira parte exibida fora a cabeça do dragão, cujo rosto era disforme e vago. Porém, detinha bigodes finos e compridos, e olhos totalmente amarelados. Seu corpo inteiro era composto por uma energia luzente envolto por centelhas que emanavam seu som, junto ao rugido do dragão. Além da cabeça e da carcaça alongada, apresentava dois miúdos braços que brotavam do ponto médio de seu corpo. Suas asas eram as partes mais fulgentes de sua figura imponente.
   Após todo o comprimento do animal invocado ter saído do cajado, o mesmo apresentou seus grandiosos cinco metros de altura; sua cabeça voltou-se para o chão encarando Raizen, que apenas vislumbrara a criatura Elemental. O Lorde Maligno não apresentava sinais de temor em seu rosto, apenas o habitual cenho desdenhoso.
   Zailon baixou agressivamente seu cajado na direção do oponente. Entendendo o movimento enérgico de seu invocador, o dragão principiou um voo ofensivo em direção à Raizen. Ouvindo o rugido que a criatura de energia emitia, o Lorde Maligno a encarou com um sorriso confiante.
   Quando chegaram a poucos metros de distância um do outro, Raizen deu um salto segurando firme suas duas espadas. O pulo não fora na direção certa do dragão, mas obliquamente. Com uma das espadas, Raizen desferiu um corte superficial no corpo do dragão, enquanto este passava ao lado do alvo, errando-o por pouco. O corte de quase meio metro fez um sangue coruscante de tom azul jorrar do corpo do animal. A criatura fez um som de resmungo e irritação. Em seguida, ergueu um voo para o céu, estacionando numa posição vertical no ar. Seu sangue escorria pela pele de energia.
   Repentinamente, o olhar amedrontador e hostil do dragão deu lugar à amargura. O animal começou a rugir de forma indistinta e a se debater freneticamente. Pode-se perceber, vagamente, uma aflição de dor emanada pelo grito da criatura alada.
- O que está acontecendo? – indagou o Mago, olhando confuso para a cena. Por outro lado, Raizen enalteceu seu sorriso de confiança ao ver o dragão sofrendo.
   Foi então que gradualmente, uma tonalidade alaranjada vinda do ferimento causado por Raizen, se alastrou por todo o corpo do dragão. Aos poucos, ele deixava seu brilho e suas chispas azuladas. Uma coloração alaranjada escura e mórbida o tingia totalmente. Apenas seus olhos mudaram para uma tonalidade violeta.
   O dragão parou de berrar de forma aflitiva, e silenciou.
- O...O que aconteceu? Ele... mudou de cor. – disse o Mago Supremo, incrédulo. Ele viu sua criatura mover vagarosamente sua cabeça na direção dele próprio, soltando uma baforada quente. Então, num instante, Zailon percebeu o que ocorrera. “As cores se inverteram”.
   O olhar do Mago bateu direto nas espadas escuras empunhadas pelo Lorde. Zailon observara com clareza o momento em que uma delas fizera um arranhão em seu dragão. Por sinal, o local do corte fora estranhamente curado. Todavia, o Mago começou a suspeitar dos efeitos daquela arma de Orion. Voltou-se para o dragão e adejou o cajado como se estivesse mandando a criatura voltar para o seu dono. Porém, ela não obedeceu. O dragão permaneceu parado, encarando de maneira hostil aquele que o criara.
“Ele não me obedece.” reparou Zailon, analisando com cautela aquele fato.
- Dragão – murmurou uma voz. Era Raizen. – Ataque-o! – ordenou ferozmente.
   Zailon teve um sobressalto quando viu seu próprio dragão investir contra ele. Um rugido furioso chegou ao Mago, e este se viu na única escolha de enfrentar aquela criatura que já não mais pertencia a ele.
- Está sendo comandado por Raizen. – pensou alto.
   O Mago deu um grande salto para trás e encontrou-se no ar quando a boca do dragão procurou por ele no solo. Mas a criatura foi ágil para inibir seu choque com a terra, e alçou um novo voo na direção do alvo. Zailon estreitou os olhos, e rapidamente pensou em alguma maneira de deter aquela ameaça. No instante seguinte, ele estava sibilando cuidadosamente algumas palavras.
- Encarcere o meu alvo. Chicote de fogo!
   Uma grossa linha flamejante atirou-se da ponta do cajado até o dragão que vinha aguerrido contra o Mago. O chicote alongou-se até passar pela lateral do dragão, e quando chegou às asas, principiou voltas no corpo dele de forma que as asas ficassem presas no final. Não demorou muito e o efeito desejável se concretizou. O animal encontrou-se com suas asas encarceradas enquanto seu voo diminuía gradualmente. 
   Com o dragão laçado e sem ter como voar, Zailon rapidamente segurou firmemente o cajado e começou a girar em torno de si. O peso do dragão não fora um empecilho para a força do Mago que girava a criatura ao redor com cada mais rapidez por meio de seu chicote. Zailon só não caia porque se mantinha planando no ar, fazendo o uso de sua Energia Volaki de Vento.
   O animal alaranjado rodopiava com mais velocidade assim como o corpo de Zailon, rotacionando com mais veemência. Foi então que Zailon desprendeu o cabo flamejante de seu cajado, e decidiu soltar aquela carga; mas não em qualquer lugar, e sim, sobre o Lorde Maligno.
   Raizen viu o dragão ser arremessado contra ele. Cerrou os olhos e largou uma de suas espadas no chão. Com a mão direita produziu uma esfera de energia negra, e quando ela ocupou o volume quase do tamanho de seu punho, lançou-a.
   O dragão caia com seu corpo desengonçado a uma grande velocidade como se fosse um meteoro. Porém, a esfera jorrada por Raizen colidiu brandamente com o dragão, furando seu corpo, e ficando presa em seu interior. No segundo seguinte houve um ribombo ensurdecedor. Uma grande explosão de energia mesclada de preto e laranja sucedeu-se no ar, alumiando a face apreensiva de ambos os combatentes. Zailon colocara a mão sobre a face devido à intensa luz incidente da explosão que logo tratou de se esvaecer. Tornou a olhar para baixo, conseguindo discernir a imagem do Lorde Maligno, muito tranquilo, no chão.
   Zailon deixou seu corpo ser levado suavemente pela gravidade até seus pés pousarem gentilmente no solo. Fitou o olhar do oponente; o mesmo sorriso desdenhoso permanecia.
“Após a inversão das cores, o dragão parou de obedecer aos movimentos do meu cajado.” A expressão reflexiva do Mago fixou-se nas Espadas de Orion. “Aquelas espadas... será que transformam inimigos em aliados? Se o dragão não fosse leal à mim, ele com certeza me atacaria... Uma inversão de significado de existência, talvez. Quer dizer que  se aquela coisa me cortar, eu posso me corromper. De qualquer forma, tenho que evitar...”
   A ponderação do Mago foi bruscamente interrompida pelo avanço repentino de Raizen. Este avançava de maneira voraz brandindo suas duas armas. Zailon não tivera tempo de criar uma evasiva e teve de confrontar frente a frente o inimigo. Meneando suas duas espadas, Raizen tentou atingi-lo. O Mago logo se precaveu pondo seu comprido cajado para interceptar o ataque. Um estridente tilinto metálico ecoou no choque entre as armas; elas foram afastadas pela colisão e voltaram a se incidir.
   Raizen agitava as duas espadas com veemência, tentando atingir qualquer parte do corpo do oponente. Zailon, por sua vez, com os dentes cerrados e o olhar tenso de quem está sendo pressionado, movimentava o cajado como um bastão na direção em que as espadas vinham lhe acometer. Ao som do choque do metal frenético, os dois combatentes permaneciam com aquele duelo de curta distância, sendo que apenas um defendia-se com precisão e o outro assaltava com vigor.
   Almejando sair daquela situação perigosa, visto que qualquer descuido poderia significar um provável fim para a batalha, Zailon pulou para trás deixando as espadas de Raizen cortarem o vazio. Entrementes, no ar, o Mago apontara seu cajado para o oponente e bradou novas palavras.
- Acometa-o rápido e doloroso! Tiro de Vento!
   Uma grande massa de vento forte foi disparada na forma de um cometa pelo cajado. Com uma velocidade tremenda, o ataque colidiu na região do alvo, e uma nuvem de poeira lhe cobriu. Mesmo com a investida bem sucedida, Zailon não parou. Seu corpo viajou pelo ar até seus pés tomarem novo impulso num grande rochedo ereto. O Mago moveu-se para frente num pulo horizontal e encontrou-se acima da nuvem de poeira que ainda não desvanecera.
   Quando pretendia lançar mais um ataque com seu cajado direcionando-o para o negrume, um súbito vulto irrompeu lá de dentro e voou na direção do Mago. Notando tardiamente a silhueta veloz vinda lhe acometer, Zailon teve reflexo apenas para duas linhas escuras que meneavam em sua direção; eram as Espadas de Orion querendo cortá-lo. Felizmente, o Mago conseguiu detê-las novamente com o seu cajado, porém, por estar tão concentrado nas duas armas, não percebeu a tempo um chute que o inimigo desferiu contra ele.
   Um forte impacto acometeu-lhe a região abaixo do tórax. O Mago foi ligeiramente arremessado para trás; seu cajado ainda tentando se manter seguro em suas mãos. Seu corpo caiu inclinado com um baque de arrastamento no chão, criando uma fina nuvem de poeira pelo caminho. Neste ínterim, uma pedra no solo colidira com o braço do Mago, deixando sua mão vacilar e o cajado se desvencilhar.
   Estacionou no chão após alguns instantes. Ignorou a dor momentânea no peito, que era forte. Procurou rapidamente discernir a posição do inimigo quando sentiu um pressentimento de que ainda corria perigo. Ao olhar para frente, observou Raizen correndo até ele, com a mesma vontade maléfica de antes.
   Zailon virou a cabeça para olhar à direita, e por sorte, viu a figura de sua arma não muito longe. Um pingo de alívio refrescou sua esperança, mas durou apenas até o momento em que ele tornou a olhar para o inimigo. Este dera um enorme salto em sua direção. Zailon voltou seus olhos para o cajado, e direcionou a palma da mão para a arma.
- Desapareça e reapareça! – bradou o Mago rapidamente.
   O cajado vibrou por alguns milésimos, e no instante seguinte, sumiu e reapareceu nas mãos de seu dono.
   Raizen ainda via o Mago deitado: um alvo imóvel perfeito. Deixou suas duas espadas com a ponta para baixo como se quisesse cravá-las no inimigo.
   O cajado ficou seguro na mão do Mago, que se voltou rapidamente para Raizen assomando-se até ele. Foi coisa de apenas um segundo. O cajado, milagrosamente, agora detinha a ponta das duas lâminas com muita precisão. Talvez nunca os reflexos de Zailon foram tão aguçados e tão úteis no momento certo. Porém, um único escorregão da lâmina na superfície azul da arma, e o Mago sentiria uma forte dor no peito.
   Querendo se desgarrar daquela situação incômoda e mortal, Zailon usou seu pé direito para aplicar um chute de sola bem sucedido na barriga de Raizen. E fora uma pancada forte, pois o Lorde Maligno teve de recuar alguns metros com um salto. Desta vez, o olhar dele já não era mais de desdenho, mas de quem estava se divertindo com aquela luta.
   Zailon aproveitou o momento para se recompor. Uma expressão tensa estampada em seu rosto.

A mão de Aron agarrou firmemente uma pedra na encosta. Não passara muito tempo desde que começara a escalar aquele penhasco íngreme. Movia seus pés e mãos com muita cautela para não ocasionar o pior. Não se atrevia a olhar para baixo; seus olhos encaravam apenas a parede cinzenta e o cume ainda longe.
   Ele bem que poderia optar por usar sua Energia Volaki de Vento para voar, mesmo que desconcertadamente até o topo, porém, não aprendera a usar a técnica com eficiência, e qualquer erro seria fatal. Além do mais, gastaria um tanto de energia se a usasse, coisa que ele queria preservar o máximo possível. Nunca saberia se encontraria novos inimigos pelo caminho. Não poderia deixar sua força exaurir-se num momento como aquele.
   O jovem Hauker parou ao ouvir um som de explosão proveniente no topo do penhasco. Seu pai e o Lorde da Destruição estavam numa batalha intensa. Aron provavelmente não tinha muito tempo. Aquela luta já se arrastara por tempo demais enquanto ele percorria o caminho até ela. Aos poucos a força de Zailon se esgotaria e o inimigo ganharia uma ampla vantagem.
   Um vento frio e gélido fustigou o corpo do Mago assim que decidira se apressar um pouco mais. Mas não foi apenas uma sensação de frio comum trazida pela brisa. Seu estômago parecia se revirar; um pressentimento muito ruim inundava sua cabeça. Foi quando Aron parou para aguçar os ouvidos que ouviu um leve bater de asas. Seus olhos fixaram-se numa sombra escura projetada na parede da encosta. Quando o Mago resolveu olhar por trás do ombro, estremeceu.
   Novamente, um Wyvern domado por um Grão-Espectro.
   Só que desta vez, a imagem misteriosa do rosto do inimigo sempre parcialmente veludada pelo capuz, agora era visível de maneira bem nítida. Possuía uma tonalidade cinzenta bem escura, mas decaindo levemente para o azulado. A face era marcada por listras irregulares que mais pareciam arranhões auto-infringidos; podia-se ver uma camada de líquido viscoso grudado nelas. Os olhos eram fundos como se tivessem sido apertados para dentro da cabeça, deixando-os quase ocultos. Porém, o pouco que se via neles era uma íris de fenda negra fuzilando aquilo que olhava. Possuía um nariz torto e comprido com narinas bem grandes que lhe ajudavam a inspirar o ar. Seus lábios eram carnudos e escuros.
   Aquela imagem aterrorizante congelou o adolescente. Com a boca entreaberta e os dentes escuros à mostra, o Grão-Espectro sibilou algumas palavras hostis que Aron nem escutara direito de tão paralisado e apavorado. Ele simplesmente não sabia o que fazer. Na verdade, não poderia fazer nada. Todos os seus membros estavam ocupados se apoiando em algum ponto da encosta para não cair.
   Quando o Grão-Espectro, luzindo o brilho pálido de sua armadura, ameaçou investir contra o adolescente, ouviu-se um estampido. No instante seguinte, Aron viu-o vergando para o lado como se tivesse sido acertado por alguma coisa. E provavelmente fora, pois o ser tenebroso não demonstrou sinal de nenhum movimento enquanto seu corpo entorpecia. Aron pôde divisar uma tira de um viscoso líquido negro no ar. Ao que parecia, o Grão-Espectro fora acertado por algo na cabeça.
   O Grão-Espectro caiu do Wyvern, este que voou para longe, abandonando seu domador como se não se importasse com ele. Aron viu o ser tenebroso despencar até colidir num baque surdo no chão bem abaixo. Por alguns segundos não entendeu o que acontecera. Ele estava a salvo. Mas como?

Não muito distante do penhasco que Aron escalava, um fino cano metálico ia morosamente se comprimindo para dentro de uma manga escura. Após guardá-lo nas vestes, tal indivíduo totalmente coberto por uma capa negra e encapuzado, afastou-se do local onde estivera. Sua pequena missão foi completada.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dica de anime: Mobile Suit Gundam 00


Vou inaugurar uma nova seção de posts, desta vez, referente aos animes japoneses, um tipo de cultura que marcou a geração da década de 90 no Brasil, e que com o advento da internet tornou-se ainda mais compartilhada entre inúmeros fãs, gerando uma revolução onde estão incluídas redes sociais e eventos de animes a cada ano em diversas regiões do país.

Conforme for terminando de assistir alguns animes, vou indicá-los aqui no blog com uma breve opinião que possa instigar, você leitor, a assisti-lo. Se você ainda não é fã, ou simplesmente não conhece sobre este maravilhoso universo dos animes, misturando designer, enredo, e trilhas sonoras que melhoram a cada ano, convido-o a entrar nesta ficção que vem ganhando cada vez mais espaço nos últimos anos. Vide a versão cinematográfica de Dragon Ball - apesar do filme ter passado longe de ser algo razoável.

O anime em questão aqui é um de nome que provavelmente aqueles que assistiam a maratona de animes do Cartoon Network alguns anos atrás, conhece e respeita. Naquela época, passava Gundam Wing, que assim como outros animes como Dragon Ball, Saint Seiya( Cavaleiros do Zodíaco), Yuyu Hakusho, Captain Tsubasa( Super Campeões), marcaram aqueles que apreciam o estilo de desenho japonês.

Para os que não sabem, a série Gundam é muito popular no Japão, não se limitando ao Wing, mas sim a muitos outros títulos desde 1979. Faz um grande sucesso no país até hoje, onde a cada anime, um enredo diferente é abordado e levando a audiência para os primeiros lugares.

A última série Gundam lançada pela Sunrise foi Gundam 00, que visualmente superou bastante as antecessoras. Além disso, a trama é muito centrada no mundo atual, algo que se tornou instigante para aqueles que nunca viram Gundam ou aqueles que viram o Wing ( único anime da série exibido no Brasil).


 A história se passa por volta do século XXIV onde a matriz enérgica que tanto gera discórdia no mundo de hoje, o petróleo, torna-se bem escassa. Por conta disso, já é possível imaginar o terror que se instaura no Oriente Médio. A humanidade então, agraciada pela melhora da tecnologia, torna a energia solar como a nova matriz energética do planeta. A energia solar é retirada através de 3 elevadores orbitais( torres gigantescas que vão da Terra ao Espaço), que por sua vez, se encontram cada uma, sob o domínio de 3 grandes blocos de poder.

  • União de Energia Solar e Nações Livres (UNION); baseada na OEA, Estados Unidos, Austrália e Japão). 
  • A Liga de Reforma Humana (HRL); baseada na China, Rússia e Índia) 
  • União Avançada Européia(AEU); baseada na União Européia 

O mundo está a mercê de guerras inacabáveis por motivos econômicos, políticos, e sociais. Eis então que surge os protagonistas desta história. Um grupo paramilitar intitulado Celestial Being que declara trazer a paz ao mundo por meio da força caso for necessária. Esse grupo conta com robôs gigantes chamados Gundams, muito superior em força e agilidade aos robôs da Union, HRL ou da AEU. ( Esses robôs são comandados por humanos, daí, tira-se o gênero Mecha, o qual pertence o anime). Celestial Being começa então a intervir em vários conflitos pelo mundo como um grupo inibidor de qualquer manifestação beligerante que possa acontecer na Terra.


Bom, este é o início do anime, que ainda esconde muitas outras coisas. Para quem não conhece é uma espécie de ficção-científica mesclada a militarismo. É um anime muito bom e recomendo. Este foi o primeiro Gundam dividido em duas temporadas. Vocês podem baixá-las no site de animes que indico abaixo.

Avidown - Gundam 00 - primeira temporada

Avidown - Gundam 00 - segunda temporada

Confira também o trailer e a primeira abertura de Gundam 00. Breve, mais dicas de anime.




domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ganhei uma promo do CT

O Blog Criando Testrálios está lançando promos muito interessantes ultimamente, onde livros são dados aos ganhadores. Em uma das últimas promos, ganhei um dos livros nacionais que mais ansiava ler este ano. Trata-se do livro "Rede dos Sonhos" de Felipe Pan.



 

Sinopse              


Arthur Ceneda é um jovem de dezessete anos que, como qualquer outro estudante prestes a terminar sua vida colegial, leva uma vida muito agitada ao ter que conciliar seus problemas pessoais com seu futuro acadêmico. Contudo, quando o garoto recebe de presente de aniversário um fantástico objeto capaz de conectar os sonhos das pessoas, chamado “Sonífero”, sua vida muda completamente e ele tem ao seu alcance um incrível mundo novo e irreal, sem fronteiras ou até mesmo limites de tempo – a Rede de Sonhos.

Visite o blog do autor : http://rededesonhos.blogspot.com/



Clique aqui para ver o post no CT em que fui o vencedor. Muitas outras promoções também estão em andamento. Criando Testrálios é um blog muito recomendado para os amantes da fantasia.

Assim que terminar de ler este livro, trarei uma resenha do mesmo. Em breve, trarei uma resenha de um outro livro nacional;

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Guerra das Energias - Volume 01 - Capítulo 05

Conforme mencionei antes, alterei a sinopse do primeiro livro.
Nova sinopse



A mão nua de Raizen pairou sobre sua espada cravada no chão, e logo em seguida, esta pareceu tremular enquanto erguia-se do solo.  No instante seguinte, o Lorde Maligno já empunhava a arma na mão esquerda. Novamente, ele tocou as lâminas de suas espadas em um “X”. Dessa vez, a espada que ainda possuía um tom rubro, foi gradualmente sendo tingida de preto, enquanto fumegava uma nuvem escura de seu fio. Por fim, as duas espadas gêmeas mostraram-se semelhantes.
  A nova imagem daquelas espadas elevou a cautela do Mago Zailon. Ele não conhecia a fundo sobre a arma que o Lorde Maligno portava, mas sabia um pouco sobre sua história.
   Aquelas eram “As Espadas de Orion”. Foram forjadas há muitos séculos por um Anão renegado de nome Flink em conjunto com um Mago Negro chamado Orion. 


Pelo o que se conta em relatos históricos, Orion fora procurar este Anão renunciado de seu povo por vários delitos cometidos. Ao encontrar o pequeno, o Mago fizera-lhe uma proposta, já sabendo das perícias que os Anões tinham em forjar armas. E Flink era um dos melhores, um verdadeiro exímio em sua arte.
   Orion era um Mago de idade bem avançada, e por conta disso, dotado de um alto nível de conhecimento. Tinha ciência de muitas magias que foram descartadas por Nerus na época, pelo fato delas apresentarem um grande perigo não só para os Magos, como para todos os outros povos das mais variadas castas. Entretanto, Orion não aceitara esta recusa e deixara a Sociedade dos Magos, sendo condenado a exílio pelos mesmos. Nunca mais ele poria os pés nos limites de Nerus.
   Este destino infortúnio fez a ira e o ódio de Orion crescerem, repudiando profundamente as decisões de seus companheiros. Vagou sem destino por muitas regiões e cidades como um desbravador. Mas ele não caminhava perdido, em sua mente ele ansiava por provar sua capacidade para todo o mundo. Tais habilidades de renovação que foram ignoradas pelos de sua espécie.
   Ele praticamente sumira da vista dos Magos, e quando os encontrava por acaso, estes eram derrotados e capturados para lhe servirem de cobaia para seus experimentos. Um ato cruel e desumano visto por qualquer outro Mago. Quem cruzava o seu caminho não tinha chances de vencer ou fugir, pois Orion era mais esperto, experiente e forte. 
   Orion fora o primeiro Mago expulso de seu povo, e consequentemente, acabou seguindo outras diretrizes. Suas novas concepções adquiridas em suas viagens pelo mundo distorceram seus ideais obtidos como Mago. O simples fato de atacar seus companheiros mostrava que Orion já não podia ser chamado de Mago.
   Magos eram seres pacientes e pacíficos, e se havia uma coisa que não faziam sob hipótese alguma era afligir outras pessoas. Eles tinham em mente que pregar uma vida sem sofrimento, raiva, tristeza, ou qualquer outra coisa que trouxesse Energia Maligna, colocaria o mundo num compasso harmonioso. E os Magos eram capazes de ver essa tal Energia maléfica que tanto repudiavam. Devido a essa peculiar habilidade sensitiva, eles sabiam que eram seres importantes para o futuro do mundo. Dessa concepção nasceu-se o “Trynyang”. Uma doutrina que dizia aos Magos que tinham a competência de estudar uma dualidade chamada de “bem“ e “mal”.
   Todavia, Orion, expulso pelos Magos, abandonara esse princípio, e caminhando ao redor do mundo, criara uma nova visão sobre o mesmo. Eventualmente, ele se tornara o primeiro Mago Negro da história. Aquele que iria contra todas as doutrinas aprendidas em sua sociedade, passando assim, a arquitetar seus próprios ideais.
   O primeiro passo foi basicamente se aproveitar de uma realização pessoal.
   Ele mostraria ao mundo todo o que sua mente poderia criar. Quantas ferramentas a magia poderia conceber. Mas o que inicialmente seriam experiências para o bem-estar de seu povo, acabou tornando-se hostil para os mesmos. Tudo porque ele foi contrariado, menosprezado, e humilhado.
   E uma das criações de Orion foram as espadas que no futuro seriam empunhadas por um Lorde chamado Raizen.
   Com a ajuda do Anão Flink, o Mago Negro inserira algumas peculiaridades na arma, atribuindo-as com poderes muito além de espadas comuns. Após ter sido forjada, Orion vira que a construção de armas mágicas poderia se tornar um negócio promissor.
   Naquele tempo, não havia apenas muitas raças, mas também muitas guerras. Povos guerreavam para dominar cada vez mais territórios visando seus próprios interesses. Aqueles que estavam mais bem equipados ou apresentavam o uso de magia corrente sempre saiam vitoriosos. Por causa disso, os Homens, uma raça simples, estavam quase em extinção, se comparado ao seu número inicial antes das guerras se intensificarem; não restando pouco mais do que quatro cidades e alguns povoados.
   O que mais deixava Orion ansioso era que os Homens se encontravam em territórios de muita opulência, e isso mexia muito com as raças de que delimitavam com eles. A cobiça, a ânsia por riquezas, era a principal matriz energética daquela guerra. Os Homens não podiam usar magia, e era um povo rudimentar em muitos aspectos. Até mesmo suas armas não eram grande coisa. Não chegavam a passar de adagas curtas, e bem poucas, lanças e machados; todas produzidas de maneira simples e não-durável.
   Umas das raças que se interessava pela região dos Homens eram os Anões. Ansiavam toda a extensão montanhosa que era recheada de minas e muito ouro. Comparar as armas de uma raça exímia em sua fabricação com a dos Homens era a compensação que os Anões tinham quanto ao tamanho. Mas a altura destes nada influenciava durante os combates. Os Anões sabiam manejar perfeitamente suas armas, e possuíam armaduras resistentes que nem a melhor arma inimiga conseguia transpassar. Perante os Homens, davam pinta de ser um exército invencível.
   Daquele modo, os Homens iam se extinguindo. Até que o Mago Negro Orion resolveu intervir. Em troca de parte das riquezas nas terras dos Homens, ofereceu a eles uma grande quantidade de pares de suas espadas mágicas. Os Homens então se equiparam com as Espadas de Orion, e partiram novamente para a guerra.
   Os Anões que até então se mantiveram confiantes no andar daquela batalha, se surpreenderam com a legião de Homens provendo-se de estranhas armas que eles desconheciam. As Espadas de Orion foram a variável que derrubou toda a diferença de poderes entre os Homens e as outras raças.
   O Anão Flink não guardava ressentimentos em ver sua própria casta ser aniquilada. Afinal, ele era um renegado, e um grande ódio, assim como o de Orion, estava plantado em sua alma. Ambos assistiram à guerra, avaliando o resultado final de seus feitos.
   Entretanto, eles também ficaram surpresos com um detalhe que não observaram na fase de testes daquela arma. Os pares de Espadas nunca foram testados em Homens até aquele momento, e Orion percebeu que aquela raça conseguia dominar e usufruir de maneira máxima, todos os poderes das Espadas. Ao que parecia, os Homens tinham algum fator chave para ativação de sua magia.
   Ao final de um tempo seguinte, os Magos tomaram conhecimento daquele fato. Eles viram nas Espadas de Orion uma ameaça para o mundo. Primeiramente, tentaram um acordo com os Homens para que destruíssem as Espadas, mas naquela altura, os portadores daquele poder já não aceitariam qualquer proposta de troca. Orion havia feito crescer uma semente nos Homens que fez despertar o “mal” dentro deles.
   Antes de terem sido ofertados com o poder das Espadas, os Homens apenas queriam viver em paz em sua terra, e não se envolver em desavenças com as raças vizinhas. Eles só queriam viver a vida deles, sem influência de terceiros. Mas os sentimentos maléficos vieram de fora, pelos terceiros que queriam evitar, e algo nos Homens começou a nascer. Eles estavam se transformando, adquirindo uma nova personalidade, e modificando todos os seus conceitos, que até então estavam limitados ao seu pequeno pedaço de mundo.
   Uma dessas modificações foi a elevação da Energia Maligna. Os Homens adquiriram mais maldade do que imaginavam, e o poder na palma de suas mãos mudou para sempre seus objetivos naquele mundo. Quando os Magos perceberam aquela mudança de valores, já era tarde demais. A dominação já fora iniciada.
   Os Homens, que eram uma raça sedentária, tornaram-se nômades. Desbravaram o mundo em exércitos formados, fizeram de outras raças seus prisioneiros e ajudantes. E chegaram a obrigar até mesmo os Anões a criarem armas e armaduras semelhantes as que os mesmos usavam. Os Homens vestiram uma nova vestimenta militar, muito diferente dos trajes rústicos e sem proteção que usavam nas batalhas antecedentes. Elmos, espadas, lanças, armaduras e muitos outros adereços de guerra passaram a fazer parte de seu suporte bélico.
   Os Homens pouco a pouco estavam explorando e dominando o mundo, atribuindo várias colônias para explorar todas as habilidades das raças que encontravam pelo caminho. Estavam construindo um verdadeiro Império. No processo, até mesmo os Elfos, que resistiram àquela dominação, foram completamente dizimados da face da Terra.
   Os Homens foram abrindo caminho, e em pouco tempo, dominaram todo o Continente Leste. As castas que antes habitavam essa região ou foram subjugadas ou mortas. Até que uma raça que jazia num outro continente, e pregava o entendimento entre todos os povos do mundo, se deparou para ater o avanço ambicioso dos Homens. Uma nova guerra sem igual estava para se iniciar.
   Ela ficara conhecida como a “I Guerra das Raças”.
   Impulsionadas pela ousadia dos Magos em deter a pretensão dos Homens, outras raças, muitas delas com porte mágico, uniram forças e lutaram. Dessa vez, nem mesmo as Espadas de Orion foram suficientes para derrotar os inimigos, e os Homens novamente estavam à beira de um sucumbo. Mas antes que começasse um processo de extinção, eles decidiram se render e entregar as Espadas para os vencedores da guerra. Uma decisão que era de muito alívio para o mundo, e ao mesmo tempo desesperador. Se aquela arma dava um grande poder aos Homens, o quanto poderia ceder às outras raças? Assim como aconteceu com os mesmos, um poder em mãos poderia libertar uma nova Guerra das Raças.
   Temendo este destino infeliz, os Magos se encarregaram de destruir todas as Espadas de Orion, mesmo que algumas outras raças aliadas dos mesmos não concordassem com a decisão. Neste período, muitas desavenças ocorreram com os Magos, bem como muitas hipóteses de que eles estivessem mentindo, e que guardariam as Espadas para eles num uso futuro. 
   Não há muitos relatos históricos contando de forma clara esta passagem, mas o que se sabe é que os Magos realmente destruíram todas as Espadas. Pelo menos, foi o que pensaram. Houvera uma Espada naquela época que não fora varrida. Esta arma estava nas mãos de um de seus criadores: o Mago Negro Orion.
   Os séculos se passaram e a Espada continuou sendo guardada pela geração de Magos Negros que se sucederam. Os anos mostraram que os Magos pagaram muito caro pelo exílio de Orion. Isso acabou gerando uma idéia de que certos criminosos mesmo sendo Magos, deveriam ser presos ou até mesmo extinguidos. A punição de exílio fora banida durante um longo tempo.
   Entretanto, esta penalidade voltara a vigor quando Zailon Hauker passara a ser o Mago Supremo. Muitos foram contra inicialmente, mas Zailon levara a Sociedade dos Magos a tanta evolução que eles não foram tão assíduos nas críticas negativas. O problema de ser terem Magos Exilados é que eles, sem a supervisão dos Magos de Nerus, seriam facilmente atraídos pelo mal, e se tornariam Magos Negros, vivendo às sombras pelo mundo.
   O legado da concepção sombria de Orion se arrastou por séculos, formando seguidores com o passar das gerações. E ao chegar ao ano de 1459 da Terceira Era, Helion Grik, um Mago Negro, ousou ir mais longe do que nenhum outro. Uma decisão que veio a sua mente como uma solução cruel para o mundo, porém, segundo ele, necessária.
   Zailon conhecera Helion, e nunca tivera um relacionamento muito afetuoso com ele. Tinha a leve impressão de que Helion não era realmente uma boa pessoa como um Mago deveria ser. E anos após seu primeiro contato com ele, Zailon vira-o se tornar um poderoso Mago Negro. E num dado momento, este proferiu as palavras mais cruéis que Zailon ouvira na vida.
“Este mundo é tão sombrio que a única salvação para ele é sua própria morte.”
   E Helion criou uma relíquia chamada Inalação Negra, um objeto cristalino de formato rômbico capaz de absorver toda a Energia Maligna no mundo. Entretanto, não se sabe como, mas um Homem fundiu-se com esta relíquia formando o que se tornou conhecido como Raizen, o Lorde da Destruição.
   Helion fora morto, mas deixara um grande presente para a conseqüência de sua criação. Algo que seria muito útil na batalha contra outros seres. As Espadas de Orion, a mesma que pertencera a Orion há séculos no passado. 



   Tal arma estava agora sob os olhos apreensivos de Zailon. Aquelas espadas davam a Raizen um atributo eficaz para a detenção de magias jogadas contra ele, como provara refletindo os raios do Mago anteriormente. E agora, ele mostrara uma nova habilidade que aquela arma possuía. E Zailon não fazia idéia do que ela representava.
- O que pensa em fazer com isso? – indagou o Mago Supremo. Raizen respondeu com uma risada afetada, proferindo em seguida palavras hostis.
- Eu lhe mostrarei – disse empunhando a arma, aventando-a para enaltecer sua imagem. Zailon bufou.
- Seja o que estiver planejando... - O Mago Supremo movimentou seu cajado agilmente entre os dedos e o posicionou com a ponta para cima e ao lado do corpo, segurando-o firmemente com a mão direita. - ... não vai funcionar. – proferiu com um olhar destemido. 


O olhar de Aron fixou-se no penhasco assomado diante dele. O vale chegava ao final justamente na base do penhasco. Ao que via, era uma subida bem íngreme. Deveria subir com cautela, porém ao mesmo tempo imprimindo rapidez.
   Deixou seu rosto erguido, e tentou enxergar o fim do declive. Apesar da visão do cume estar praticamente invisível, sabia que aquele momento não era hora de fraquejar. Seu pai estava lá no topo, esperando o que Aron lhe traria.
   Seus cabelos se aventaram com um frígido vento, talvez proposital daquele lugar, pois sentia que um pouco de medo emergira dentro dele. Mas Aron respirou fundo e fechou os olhos. Em seguida, abriu-os e voltou-se para a encosta. Seu medo foi coberto por sua coragem.
- Aqui vou eu!
   E precipitou-se para escalar o penhasco.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Fan filme SDA: Born of Hope



Trago mais um fan filme de Senhos dos Anéis. Este é mais longo e um pouco mais recente que o anterior. Foi produzido pelos parceiros de produção de The Hunt For Gollun. Ainda não tive oportunidade de vê-lo todo, mas parece ser muito bom. Vale a pena.

O filme foi lançado no dia 1 de Dezembro de 2009. Conta a história dos Dúnedain, no momento antes da Guerra do Anel.



(Caso encontrem difuculdade em assistir o vídeo, basta acesssar o site do youtube

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fan filme Senhor dos Anéis - The Hunt For Gollun

   Os fan filmes são uma espécie de produção amadora cinematográfica produzida por um grupo de pessoas fascinadas por alguma obra de ficção. Com a internet, esta mídia criativa está ganhando muito mais espaço e crescendo cada vez mais. E não é só estrangeiros que produzem fan filmes, há muitos brasileiros que também curtem essa idéia.

    Eu acho fan filmes muito interessantes. Quando bem feitos, pode trazer à tona a mesma sensação ao ver um versão cinematográfica profissional. Quando não são, pode nos causar uma boa série de risadas.

   Como achei muito interessante a idéia dos fan filmes, aos poucos vou trazendo alguns para o blog. A começar por um do SDA chamado de Hunt for Gollun, o primeiro que vi.


Sinopse:  O roteiro é uma adaptação de um dos apêndices de Senhor dos Anéis. Aragorn, o herdeiro de Isildur, parte à procura da criatura Gollun para que ela revele a verdade sobre o Anel.

Clique aqui para assistir e baixar o filme completo.

Site oficial