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domingo, 20 de março de 2011

Dica de anime: FullMetal Alchemist Brotherhood

Nossa, há quanto tempo não dou uma dica de anime aqui no blog, mais ou menos um ano. Não que eu não tenha assistido animes durante este longo período, mas acabei ficando agarrado aos animes de centenas de episódios e reprisando alguns outros. No entanto, assisti um chamado Darker Than Black, com uma trama bem interessante, porém um pouco confuso quanto a apresentação dos fatos. Aqui, você pode saber mais sobre ele.

 
O anime em questão é o conhecido, ou talvez nem tanto, FullMetal Alchemist Brotherhood, uma segunda versão animada do mangá de Hiromu Arakawa terminado recentemente. A história já havia ganhado um anime há alguns anos, mas ao invés de seguirem com a história original do mangá, os produtores resolveram continuar a trama e criarem um novo arco filler e novo final. Não cheguei a ver esta versão de FullMetal produzida em 2001, transmitida pelo Animax e pela RedeTV - sob censura -, e não posso avaliar a qualidade dela, porém, apesar de ouvir falar da trama viajante, o anime conseguiu ótima repercusão, e chegou a ganhar o Anime Grand Prix em 2003, premiação anual da revista Animage. 

A trama de FullMetal Alchemist gira em torno da alquimia. O protagonista Edward Elric e seu irmão Alphonse Elric, após serem abandonados misteriosamente pelo pai, e se tornarem órfãos devido a morte da mãe que tanto amavam, utilizando-se da alquimia, tentam realizar uma transmutação humana e trazer a mãe de volta a vida. No entanto, na alquimia existe uma lei suprema chamada "troca equivalente", que diz que você deve dar algo em troca para algo que queira receber. O resultado foi que, além de não conseguirem reviver a mãe, Edward perdeu seu braço, e seu irmão, Alplhonse, todo o corpo. Para não perder o irmão durante o evento, Edward ofereceu sua perna em troca da alma do irmão que estava sendo tragada para o outro lado do Portão da Alquimia, e assim consegue selá-la dentro de uma armadura. 

Eventualmente, Edward, com um braço e uma perna mecânica (automails), torna-se um Alquimista federal conhecido como o Alquimista de Aço. Ao lado do irmão, que vive dentro de uma armadura, passa a ter como objetivo procurar uma reliquia chamada Pedra Filosofal, para com ela, recobrar seus corpos de volta ao normal.
 

A história básica é esta, e a partir dela, muitos eventos emocionantes permeiam o anime. Diferentemente de outros shonens que abusam demais nas lutas e do protagonista, FullMetal mantém um ótimo equilibio de gêneros: ação, suspense, mistério, militarismo, drama, comédia... Não obstante, o foco, apesar de centrado nos dois irmãos, avança para os outros personagens tornado-os tão interessantes quanto Edward e Alphonse; tanto que meu preferido da série foi o Roy Mustang, o Alquimista das Chamas, um coronel que almeja subir na hierarquia militar. 

O anime possui 64 episódios, e mais um longa que chegará este ano. É um anime com um ritmo muito intenso, os primeiros capítulos são suficientes para satisfazerem o espectador, instigando-os a acompanharem a emocionante jornada do Alquimista de Aço. A trilha sonora, importante em qualquer anime, conseguiu passar muito bem o espirito da história. Segue abaixo minhas duas aberturas preferidas do anime:






Estou assistindo uma leva de animes, em breve, faço novas postagens.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Resenha - "A Batalha do Apocalipse" de Eduardo Spohr


Editora: Verus Editora
Páginas: 586
Sinopse:
Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.


Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

Atraído pela grande repercussão que o livro de Eduardo Spohr teve na mídia, resolvi conferir em suas páginas a qualidade responsável por esse rebento. Não foi por acaso que “A Batalha do Apocalipse” escreveu seu nome na literatura fantástica nacional, o empenho do autor, acreditando fielmente no potencial do livro, e o indispensável amparo dos meios de divulgação, como o JovemNerd, resultou no que hoje é um fenômeno literário. 

Em média, leio um livro a cada três semanas ou quatro; pois é, sou do tipo que gosta de degustar pouco a pouco as páginas, ressalvo os casos em que o livro é muito bom e de narrativa fluente. (Gosto muito das Crônicas de Nárnia neste quesito). O livro do Spohr me fez gastar incríveis dois meses de leitura, fato semelhante que ocorre quando leio o Senhor dos Anéis. Aliás, a narrativa de ambos os livros são bem similares, optando pela descrição de cenários e alongando demasiadamente a jornada do protagonista. Claro que há leitores que veneram tal narrativa descritiva, mas não sou muito a favor quando elas acabam atrapalhando o desenvolvimento da história. Embora os cenários percorridos no livro tenham sido descritos a base de muita pesquisa e empenho por parte do autor, agraciando-nos com uma imagem precisa de ambientes históricos, algumas cenas poderiam ter sido mais resumidas, tanto a respeito do ambiente quanto dos personagens. Todavia, isso não tira as marcantes impressões visuais que as páginas deixam na mente do leitor, horrendas como os recantos do Inferno até sublimes quanto às camadas do Céu. 
 A capa, tão fascinante e em sincronia com o impactante título – Da queda dos Anjos ao crepúsculo do mundo – ajuda na imagem do livro, atrai e convence até os mais desgostosos de livros grandes. 

Uma característica interessante na história é a constante mudança de tempo, hora ou outra volta ao passado para relatar algum fato importante, ou nem tanto. De maneira geral, todos os flashbacks, que chegaram a ocupar quase metade do livro, foram relevantes para dar mais sustentabilidade a alguns personagens, principalmente ao protagonista, porém, como já mencionei, tudo poderia ser apresentado de maneira mais resumida. Houve muitas partes desnecessárias que apenas “encheram lingüiça” e foram culpadas pela falta de movimento no enredo. 
As diversas castas de anjos e demônios foi o grande chamativo do livro. O autor descreveu cada uma delas, dando mais originalidade a história e uma característica mais segura aos personagens. Dá-se até para fazer um bom joguinho de RPG com este material. Um fato curioso, um devaneio a parte, é que enxerguei vários momentos que se assemelhavam a cenas de games. O que quero dizer é que se fosse possível, o livro daria um bom jogo de ação. As batalhas muito bem descritas e instigantes, talvez tenham me dado esta impressão pela força dos personagens em embate. Anjos, demônios, guerreiros, harpias, feiticeiros... a gama de diversidade de raças combatentes e a ótima narração das batalhas fez destas um ponto alto no livro.
O livro só começou mesmo a me prender após 450 páginas, na proximidade do confronto final do Armageddon. A guerra entre as hordas é fantástica e dá muito gosto de ler estes últimos momentos da história; a reviravolta também enalteceu ainda mais o clímax. E o final caiu perfeitamente bem para uma história com um tema tão inquietante.
Em suma, a literatura fantástica nacional está muito forte e bem representada nesta épica obra.