terça-feira, 30 de março de 2010

Conto: Irmão


Esta história foi feita para participar de um concurso de um fórum de rpg maker(programa para fazer jogos) na categoria "melhor descrição de cenário". O mapa deste conto não foi feito por mim, e sim por RdJpB, um dos jurados do concurso. Com esse mapa os participantes teriam que bolar uma história que envolvesse o cenário contido nele. Como eu fui o vencedor do concurso, postarei esta história aqui.

Mas devo ressaltar que isso já faz mais de um ano. Preferi manter o texto exatamente como é.

Irmão

Duas pessoas caminhavam pela terra arenosa de um deserto. Se não fossem por suas botas bem forradas, eles sentiriam a quente sensação proveniente da areia que sofria sob o sol escaldante. A areia também servia como manto para os animais mortos que foram condenados pelo calor mortal do deserto. Merry, uma sorridente criança de apenas quatro anos, caminhava ao lado de seu irmão mais velho, David, de quinze. Eles chegaram a um lugar com alguns planaltos arenosos sustentados por paredes rochosas de tom amarronzado. Alguns metros à frente, uma árvore estava fixa na borda de uma pequena região de areia movediça, e dentro desta, dois caixotes e um barco de madeira, ainda não afundados completamente.

- É aqui? – perguntou Merry.

- Sim – respondeu seu irmão. – Vamos, entre! Aquele é o seu barco, capitão. - encorajou David.

   Merry o obedeceu, e com a ajuda do irmão foi para perto da árvore, de onde poderia entrar no barco mais facilmente. Já dentro dele, o menino se alegrou ainda mais.

- Ei, irmão! Eu estou conduzindo o barco. – disse ele brincando. Em sua mente, visualizava um grande mar azul rompendo toda aquela visão ardente e desértica. Seu irmão apenas lhe observava brincando da margem. De repente, Merry sentiu algo estranho no barco que começou a se mover.

– Está afundando – percebeu ele. – Irmão! – gritou Merry, um pouco preocupado.

- Não se preocupe, Merry. – disse David calmamente. – Eu vou tirar você daí. Lembra de quando brincávamos antes. Depois que o barco afundava, eu pulava no mar para te salvar. Continue aí dentro! – pediu David.

- Tá bom. – assentiu Merry, mas um pouco receoso. Apesar da brincadeira que já fizeram inúmeras vezes no quintal de casa, nesta ocasião ele sentia que algo estava diferente. O tempo foi passando e o barco afundando. Até o ponto em que toda a madeira foi para baixo da terra, e logo em seguida, o menino sentiu suas pernas sendo sugadas. Ele olhou preocupado para aquilo, e voltou o olhar para o irmão, dessa vez mais assustado.
- Irmão! Irmão! Me tira daqui! – gritou ele por socorro. O desespero já aparente em sua voz. David sorriu estranhamente.

- Lembra do que eu lhe ensinei, Merry? – disse David. - "Um bom capitão nunca abandona o seu barco" – terminou com um malicioso sorriso em seus lábios, enquanto seus olhos observavam a expressão assustada do menino.

- Irmão... – murmurou ele, fitando o olhar frio de David. – Irmão... – disse mais uma vez com uma voz melancólica que se refletia pelos seus olhos marejados. A areia já estava em seu peito se movendo para o seu pescoço. – IRMÃÃÃÃO!!! VENHA ME SALVAR!! – proferiu em um grito suas últimas palavras ao mesmo tempo em que suas lágrimas brotaram caindo sobre a areia que o engoliu completamente.

   Após ter assistido aquele naufrágio, David olhou para a areia movediça imaginando seu irmão soterrado.

- Não dessa vez. Adeus, Merry. – despediu-se com um olhar frio, mas com um toque melancólico que passou despercebido até por ele mesmo.

A única testemunha daquela atrocidade foi apenas o deserto.  E aqueles que por acaso souberam dessa história, ficam se perguntando o motivo para tal ato de crueldade. Com certeza houve um motivo, assim como há muitos outros motivos para outros assassinatos sem lógica aos olhos de quem ouve histórias desse tipo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

E-book de Mundo Sombrio no segundo semestre

Faz tempo que não menciono nada sobre a série e já está na hora de revelar algumas pretensões acerca do que venho preparando.

No momento, não me encontro produzindo o primeiro livro principal do arco "A Guerra das Energias", e creio que a sua conclusão se dará em meados de 2011, mais para o início do ano. Deixei esse livro de molho, pois estou embarcando em outro projeto. Lembram-se dos contos que mencionei que viria em Abril, pois é, eles não vêm mais. Como é de praxe, eu nunca consigo fazer uma história em poucas páginas; o que seria algo em torno de 10 laudas evoluiu para 250(eu estimo). E foi o que ocorreu em um dos contos. Agora, tal história se tornará um livro que lançarei antes da linha de livros principais. E ele será lançado como um e-book gratuito, qualquer um vai poder desfrutar de sua leitua.

Mas o importante agora será me concentrar no desenvolvimento da obra que servirá como teste para saber se tenho ou não jeito para escritor. Ainda não posso revelar nem o nome e tão pouco os detalhes do livro, já que ainda está sendo escrito. Mas em breve irei colocar uma barrinha de porcentagem para saberem o andamento de conclusãodo e-book. Mês que vem trago mais informações.

terça-feira, 23 de março de 2010

Filhos de Galagah e o Senhor das Sombras (Promoção)

Graças ao meu trabalho no Acervo Fantástico Nacional tomei conhecimento de uma saga muito interessante. Tratata-se do universo de Grinmelken, que já possui seu primeiro livro lançado: Filhos de Galagah. O segundo, intitulado O Senhor das Sombras, chegará em Maio.

Comprei o primeiro livro e em breve, como de costume, farei uma resenha sobre o mesmo. A boa nova é que o autor, Leandro Reis, está lançando uma super promoção onde os participantes poderão ganhar até 4 livros: Filhos de Galagah; O Senhor das Sombras; Paradigmas Vol. 3; No Mundo dos Cavaleiros e Dragões (estes dois últimos são antologias em que o autor participa).

Para entrar na promoção, é preciso ter um perfil no ORKUT. Nesse caso, você pode mencionar quem te indicou a promoção num tópico específico da comunidade. Fazendo isso, você ganha dois números para participar. Não esqueça de dizer que fui eu quem indicou!

Os regulamentos podem ser conferidos AQUI.

Visite também o site oficial: http://www.grinmelken.com.br/

Lá você pode conferir também contos ambientados no universo do livro. Bem interessantes, bem como toda a saga. Parece ser realmente uma série nacional promissora.

E assista os trailers do primeiro e segundo livro.

Filhosde Galagah


O Senhor das Sombras

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dica de anime: Monster

O anime da vez é um que mergulha num suspense policial instigante. Baseado no mangá de Naoki Urasawa ( também autor do mangá 20th Century Boys) publicado entre 1994 e 2001, foi um grande sucesso no Japão, sendo aclamado como um mestre do thriller e suspense.

Esse título não é pra menos, pois Monster foi uma obra muito bem feita, e que acabou ganhando a versão em anime como acontece com os mangás de sucesso.

A história gira em torno de um excelente neurocirugião japonês que trabalha na Alemanha. Por suas perícias em sua profissão é frequentemente usado pelo chefe para melhorar a imagem do hospital. O Dr. Tema é noivo da filha de seu patrão, e a mulher o vê como um prodígio para o seu status social.

Mas tudo muda quando em uma noite, Tenma prefere operar um garoto ao invés do prefeito da cidade, seguindo a ordem de chegada dos pacientes, e contrariando a ordem de seu chefe que o manda salvar o prefeito. O resultado é a salvação do misterioso garoto que possui uma irmã gêmea, ambos vítimas de um assassino que matou seus pais em casa naquela mesma noite; e a morte do prefeito. A consequencia disso é que Tenma é rebaixado em seu cargo. Seu noivado é rompido, e ele se vê como um simples médico sem poder aspirar uma posição mais elevada.

Porém, algo inesperado ocorre. Seu chefe e mais outros assistentes são mortos misteriosamente, e com o hospital sob nova direção, Tenma é elevado para cirurgião-chefe. Entrementes, um detetive chamado Lunge surge e memoriza de seu jeito peculiar e racional usando seus dedos, a imagem de Tenma, para anos depois voltar a encará-lo num novo caso onde o médico se envolve.

Desta vez, um paciente de Tenma foge do hospital sob o encalço do médico. Ao chegarem num prédio abandonado, o paciente é morto na frente de Tenma por ninguém menos que a mesma criança que salvara anos atrás. Esta e sua irmã gêmea haviam desaparecidos misteriosamente do hospital naquela época. O homem se revela como Johan Liebert.

Numa sequencia de eventos que fazem o médico descobrir a identidade de Johan, ele consegue encontrar sua irmã gêmea. Após alguns capítulos, o detetive Lunge manda uma ordem de prisão a Tenma, e este foge do hospital tornando-se um foragido. Agora ele deverá encontrar o paradeiro de Johan para se livrar de todas as acusações contra ele, suspeito de ter assassinato seu chefe anos atrás.


Basicamente, o inicio da história é este, que ocorre mais ou menos em oito capítulos. Fiz só um resumo com discrição, e muitas coisas relevantes acontecem.

O suspense a cada capítulo é muito claro, e dá-se a impressão que algo de sobrenatural sempre vai acontecer quando o assunto gira em torno do misterioso personagem chamado Johan. O enredo, por se passar na Alemanha, faz algumas passagens a tramas nazistas, o que faz aumentar ainda mais o conteúdo da história, que mergulha no passado da Alemanha para desvendar todo o mistério da trama.



Para aqueles que gostam de um suspense com um toque aparentemente sobrenatural, ainda envolvendo conceitos históricos, nazismo, e um personagem incrivelmente misterioso, Monster é um anime ultra recomendado. Não posso falar muito, pois estragaria as surpresas que esse anime revela.



Mosnter tem 74 episódios, e acho que por conta disso, possa causar um pouco de demasia em alguns momentos, pois o final parece nunca chegar. Ainda assim, recomendo o anime para aqueles que se amarram numa trama de suspense e policial. Na verdade, foi um dos melhores e mais construídos suspense que já vi.

Confira a abertura do anime.




Confira também uma versão em lego da abertura. rsrs

domingo, 14 de março de 2010

Primeiras impressões de "O Véu"

Sei que mencionei que postaria resenhas dos livros que ando lendo, mas nesse caso, acho que vou adiantar. Direi quais são minhas primeiras impressões de mais um e-book que estou lendo. Trata-se do romance "O Véu" de Willian Nascimento. Provavelmente já devem ter ouvido falar. A obra está ganhando alguns espaços nos variados blogs dedicados a Fantasia, e isso não é pra menos. Uma coisa a dizer sobre o livro: Impressionante!

Faz tempo que uma leitura não me incita a continuar lendo cada vez mais. São poucas as vezes que sento diante do PC e começo a ler. Caso a história fosse impresa, provavelmente a devoraria. E não estou falando de uma obra pequena, e sim de quase 500 páginas mais ou menos daquelas do Word. Um livro tão grande que permanece instigante a cada página.


É preciso ressaltar que por ser tratar de um e-book é muito natural encontrar erros devido a ausência de uma revisão mais rígida. Infelizmente, o livro tem alguns errinhos que poderiam ser consertados. Mas calma! Apesar desse fato, é o único fator negativo, O Véu está se tornando uma das melhores leituras que já fiz há meses. Eu deveria dizer da vida, pois faz só uns dois anos que tomei a posição sedenta por livros. Porém, o detalhe dos erros é insignificante perante ao prazer fantástico que a história nos proporciona.

Primeiramente o prólogo é arrebatador. O melhor prólogo que já li na vida. Qualquer um que lê-lo terá a vontade de permanecer na história e conferir o que vai rolar na trama. E por falar nela, se passa na Vila da Penha, na cidade do Rio de Janeiro. É isso mesmo. Uma história de Fantasia ambientada na nossa maravilhosa cidade. Está a uma viagem de ônibus da minha casa. Hehe.

O conteúdo da história também é maravilhoso e instigante. Mistura bruxos, magos, religiosos, Inquisidores, e demônios.. e sabe-se mais o que. Mas é de fato uma trama com uma base muito inteligente tomando como referência ocorrências históricas desde a Idade Média.

Um outro ponto positivo é a descrição psicológica que o Willian faz dos personagens, principalmente da Ana, a protagonista. Nos sentimos realmente como se fizessemos parte da história, mergulhando nas cenas e na mente dos personagens.

Estou a pouco mais de 1/4 do livro, mas posso afirmar com certeza que é muito recomendado. Vale a pena. Acontece que sou meio lento quande se trata de e-books. Se não, já teria acabado a leitura.

E para enaltecer o curríciculo do autor, ele estará publicando sua primeira obra em breve por uma editora, além de deixar seus dois e-books (O Véu vol. 1 e vol.2) para download gratuito.

Para baixar a saga de "O Véu", visite o blog abaixo.

http://pordetrasdoveu.blogspot.com/


(Breve esta resenha será atualizada)

terça-feira, 9 de março de 2010

Resenha: Rede de Sonhos - Felipe Pan



Já havia divulgado a alguns posts anteriores que ganhei o livro “Rede de Sonhos” de Felipe Pan na promo do CT. E aqui estou eu para colocar minha segunda resenha no blog, já que terminei a leitura. Demorei um pouco mais além da conta, mas o livro poderia ser lido em um ou dois dias, dependendo do quão forte é o apetite de um leitor. Mas vamos a resenha:
 

Capa

   Primeiramente, o que mais me chamou a atenção no livro foi a capa logo que a vi em algum blog da internet. Foi uma arte muito bem feita e totalmente sincronizada com o enredo. A imagem do Arthur(protagonista) de olhos fechados, ou eu acho que seja, se não, é provavelmente algum outro usuário da Rede de Sonhos; os variados lugares que são abordados durante a trama; e claro, a figura misteriosa que é o personagem mais misterioso do livro.

Narrativa

   Algo a se destacar antes de ler o livro é o seu tamanho. Aproximadamente 200 páginas. Entretanto, o número de páginas reflete as características da obra, que devo dizer logo, trata-se de uma obra infanto-juvenil.

   Não espere uma escrita rebuscada, nem nada parecido. A composição é simples e flui muito bem. Com certeza, é uma narrativa mais direcionada para jovens adolescentes, pois contem palavras de vocabulário fácil e o livro inteiro pode ser compreendido sem precisar usar de um dicionário para aqueles termos que não estamos acostumados a ver.

   Particularmente, sou mais chegado a livros com maiores descrições, não tanto quanto o Senhor dos Anéis( que demorei 6 meses para ler), ou “O Pistoleiro” que mal comecei já parei, mas me agrada os parágrafos que captem com mais precisão todos os movimentos da cena. Rede de Sonhos é algo mais suave, e em apenas alguns casos demonstra alguma profundidade, de resto, a narrativa se dá de forma mediana no que diz respeito à profundidade.

   Porém, a forma de escrita escolhida pelo autor caiu muito bem com a história produzida. Pois como já disse, é especialmente direcionada para adolescentes, e vou deixar claro o porquê mais em breve. Este aspecto mediano de narrar a história serviu muito bem, pois deixou a leitura mais instigante e rápida, de modo que em pouco tempo já tomamos muito conhecimento dos eventos ocorridos. Portanto, dou um ponto positivo pela concordância entre a história e a forma como ela é contada.

Sobre a história

   O que me instigou além da belíssima capa a ler esse livro foi também a sinopse. No meu caso, ela me instigou completamente. E conforme fui lendo outras opiniões, aí sim que fiquei com mais vontade de ler.

   Assim que terminei os primeiros capítulos eu tinha uma certa opinião sobre o rumo do livro, mas conforme fui lendo mais e mais, notei que o livro não era nada do que esperava. Tenho que confessar que em certos pontos, esperaria um pouco mais, e a história como um todo, poderia também ter sido um pouco mais explorada. Mas acho que essa falsa idéia sobre o que viria no livro foi crucial, pois a cada capítulo acontecia algo inesperado. Foi assim que comecei a me apegar mais.

   O ponto alto do livro é certamente o universo da Rede de Sonhos. Me deu uma impressão de ser uma espécie de “internet fantástica”. Fiquei bem excitado ao saber que os personagens poderiam visitar muitos lugares e conhecer mais gente pelo mundo, de forma que todos pudessem se entender. Viajar pelo mundo como se estivesse no próprio mundo real seria realmente uma aventura fascinante e completamente viciante. Houve umas duas vezes em que li o livro antes de dormir. Me passou pela minha cabeça se poderia ter um sonífero naquela hora. E o engraçado é que bate realmente essa sensação, pois estava para fazer algo (dormir) que é uma passagem muito comum na história. Logo, aconselho a lerem o livro antes de dormir, principalmente os primeiros capítulos. É muito mais gostoso.

Desenvolvimento

   Por apresentar uma linguagem rápida, o desenvolvimento foi privilegiado. Algumas situações são inesperadas e ajudam a prender o leitor. O rumo que a história tomou a cada capítulo me agradou, e não vi algo que pudesse comprometer tanta o andamento dela. Exceto por algumas cenas cotidianas que tiverem pouca relevância para a história central, sendo mais direcionadas para tramas secundárias, mas ainda assim, que se mostraram demasiadas algumas vezes. Reflexo de ter puxado a vida pessoal do protagonista além de dar uma pincelada nas trivialidades da vida adolescente.

Personagens

   De certa forma, a maioria dos personagens teve um ponto positivo na história. O maior deles foi sem dúvida o melhor amigo de Arthur, que sempre era recorrido para decifrar alguns mistérios. Outros, porém, vieram só para encher algumas páginas, já que não interferiram tanto no centro do enredo.

   Um outro aspecto que achei falho foi a reação das pessoas quanto a Rede de Sonhos. Notei uma aceitação meio rápida por trás dos fatos da história, e alguns personagens não mostraram a reação que as características mostradas sobre elas deveriam apresentar. Achei um pouco desconexa essa relação entre a Rede de Sonhos e as pessoas alheias a ela.

   Existem dois personagens, além do Arthur e do Thiago, que gostei bastante. E são dois bem importantes no final da história; o tal ser da capa é um deles (o mais tocante de todos, em minha opinião).

Realidade x Fantasia

   Agora sim, chegando ao fator ápice da história. Quando disse que era uma história voltada para adolescentes não era pra menos, pois o protagonista nos faz embarcar em fatos que muitos jovens passam hoje em dia. Provas de escola, vestibular, namoros, preocupação com o futuro, gostos, e muitas outras coisas que fazem parte da vida de um adolescente.

   Acho que o maior mérito de “Rede de Sonhos” foi conseguir mesclar a realidade dos jovens com o enredo fantástico do livro. A combinação final foi algo marcante pra mim, que me vi em algumas situações semelhantes ao que o protagonista passou, e também me fez reviver alguns anos atrás de minha vida. Outras situações que de longe passaria perto me fez dar altas gargalhadas.

   Acho que por essa atitude do Felipe Pan em colocar lado a lado o gênero social e pessoal de um jovem com um mundo de fantasia, que este livro merece ser lido.

Curiosidades

   A literatura nacional de escritores atuais finalmente começou a andar nas escolas. Soube do próprio autor, numa postagem feita num tópico do fórum “Literatura de Fantasia” que duas escolas adotaram o livro. E a reação dos alunos foi excelente. São essas medidas que fazem os jovens se integrarem cada vez mais ao universo literário.


Conclusão

  Rede de Sonhos é uma ótima leitura e recomendada principalmente para o público juvenil. Porém, vale a pena ser lido por qualquer um, independente de sua idade.


Visite o site do autor: http://rededesonhos.blogspot.com/

Em breve o livro também estará no Acervo Fantástico Nacional

domingo, 7 de março de 2010

A Guerra das Energias - Volume 01 - Capítulo 07


Finalmente chguei ao último capítulo de amostra de meu primeiro livro. Não está lá um cliffhanger dos melhores. O ideal seria terminá-la entre o capítulo 20 e 25, mas aí seria o mesmo que mostrar quase 1/4 do livro, sendo que nem versão final é. Então deixo aqui no blog os sete capítulos de iniciação do Mundo Sombrio. Agradeço a todos os leitores que me ajudaram nos comentários, seja postando sugestões ou incentivando minha história. Realmente muito obrigado!

E em Abril, não percam os "Contos da Guerra das Energias". Em breve darei mais informações sobre eles.




  Pela curta luta executada desde o momento em que Raizen jogara um novo atributo nas Espadas de Orion, Zailon percebeu que todas as suas investidas foram frustradas pelo inimigo. A maior cautela era não deixar que aquele par de armas fizesse um único arranhão nele, ou um efeito muito catastrófico cairia sobre ele. Por isso tentara uma luta de média distância para dificultar a aproximação do oponente, porém, até mesmo essa ação evasiva apresentara falhas.
   O Mago Supremo refletiu por alguns instantes, aproveitando que a luta se mantinha inerte. Raizen apenas lhe afrontava com os olhos, provavelmente esperando que Zailon se movesse, o que o Mago agradecia bastante, já que assim ele tinha tempo para arquitetar uma nova forma de lutar.
   Finalmente a mente de Zailon imprimiu uma resolução. Ele retirou sua posição de guarda e sua feição atenta, o que o inimigo logo estranhou. O Mago o fitou com um suspiro.
- Se o que você quer é uma luta de frente, então é isso o que você terá.
   Após as palavras do Mago que logo foram estranhadas pelo Lorde Maligno, Zailon colocou seu cajado à frente e aprumado; segurando-o firmemente na ponta de baixo.
- Mude o seu formato! Espada-pinheiro! – bradou o Mago Supremo.
   Uma luz dourada reluziu na ponta do cajado e foi tomando todo o comprimento do mesmo, cobrindo-o com um véu de luz cegante. Zailon parecia segurar um bastão luzente aclarando com um brilho dourado a região em volta. Raizen pôs até mesmo sua mão sobre o cenho, incomodado por aquela luz. O bastão fulgente começou a ser torneado por faíscas da mesma tonalidade. Linhas grossas e rijas pareciam brotar ao longo de todo o cajado, de forma que olhando, aquilo já não se parecia mais com um cajado, tão pouco com nenhuma arma conhecida. Parecia um pinheiro dourado luzindo sobre a cabeça de ambos naquele lugar.
   A luz começou a se esvair pouco a pouco, descortinando o que o fulgor escondia. Zailon segurava uma espécie de arma totalmente dourada, mas que lembrava em parte uma espada, e também um pinheiro. Ela tinha o mesmo tamanho de seu cajado, um metro e vinte aproximadamente. Ao longo da grossa lâmina, estavam fincadas pequenas lâminas nos flancos da espada que iam retas horizontalmente e depois se inclinavam um pouco em direção a ponta da arma; mas de forma que conforme tais lâminas se aproximavam da extremidade pontuda da espada, estas diminuíam; assim como a proporção do tamanho dos ramos em um pinheiro.
   Após alguns segundos deixando sua arma suspensa enquanto os olhos de Raizen a contemplavam, Zailon vacilou a mão propositalmente deixando a espada declinar para frente. A ponta da arma fez um baque pesado no chão, abrindo um pequeno buraco com algumas rachaduras como se a espada pesasse uns 200 Kg.
- O que é essa espada? – indagou Raizen com o rosto desconfiado. – Eu nunca ouvi falar de um Mago que pudesse transformar seu cajado em outra arma. Menos ainda numa espada tão estranha.
- Você tem razão – disse o Mago Supremo com um leve ar de triunfo. – Não é qualquer Mago que possui o talento para fabricar novos objetos mágicos. Eu sou o que chamam de “Mago alquimista”: pessoas com a capacidade de criar novos itens, sendo estes mágicos ou não.
   Zailon fitou sua arma ainda inclinada no chão e continuou.
- A Espada-pinheiro é uma criação minha. No lugar onde eu moro há muitos pinheiros... – O Mago de repente demonstrou uma expressão saudosista. Sua mente mergulhou por alguns segundos numa paisagem natural abarrotada de pinheiros, ora emanando o verde puro da floresta ora coberto pela camada reluzente da neve. Pinheiros... Zailon realmente adorava estas árvores.
- Que ridículo! – a voz áspera de Raizen cortou o momento prazeroso que Zailon buscara em sua memória. – Não conseguirá lutar com uma espada tão pesada.
- Ah, sim. Esqueci de contar – falou o Mago calmamente – Embora ela tenha o peso aproximado de um pinheiro de verdade, para mim... – E ele empunhou a arma facilmente. - ... ela é tão leve como um de seus ramos. Mas para meus inimigos... – E ele cravou novamente a ponta da espada no chão. - ... ela será tão pesada quanto um pinheiro.
- Huh, interessante – disse Raizen, pouco temendo o que Zailon dissera. Ele parecia até mais estimulado com aquilo. – Era de se esperar coisas assim de um Mago Supremo. Mas ainda não será o bastante para me derrotar. Já avisei que nada o que você faça irá me matar.
- Veremos... – desafiou Zailon, não por desdenho, e sim porque acreditava que dentro de algum tempo o pesadelo de Raizen estaria acabado. O mundo estaria a salvo dos guinchos cruéis que a Energia Maligna executava de forma implacável.
   Ambos avançaram. Instantes depois, eles já faziam suas armas se chocarem. Devido ao tamanho da Espada-pinheiro, esta se mostrou muito eficaz no primeiro assalto, anulando a investida das espadas negras. Além do mais, o Lorde da Destruição era obrigado a empregar grande força nos músculos para rebater o choque da arma inimiga, já que assim como o dono avisara, ela possuía o peso de um pinheiro. Raizen tentou novamente uma, duas e mais vezes, mas sem sucesso. Zailon parecia estar aventando uma folha de papel. Seu manuseio era ágil e preciso não dando brecha para uma desferida do inimigo.
   Não demorou muito tempo, ao ver que o andar daquela luta de espadas estava lhe sendo favorável, Zailon percebeu que era a chance de finalmente partir para a ofensiva. Movimentou sua arma com mais veemência e rapidez, obrigando Raizen a se defender como podia. Já não tinha como executar seus ataques, sendo totalmente pressionado pela nova postura do Mago.
   Zailon urrava regularmente. Em seu rosto podia-se notar uma expressão de esforço, mas não era exatamente isso. Ele apenas estava concentrado: dividindo sua atenção para controlar sua Aura no manejo da espada para assim imprimir mais velocidade; examinando numa fração de segundos cada movimento de seu inimigo para atacá-lo da maneira mais apropriada.
   O tilintar das lâminas se intensificou. Raizen não mais atacava, deixando essa função para o Mago. Zailon brandia fervorosamente sua arma. O movimento dos lutadores alcançou um certo limite, quase dobrando a velocidade de seus movimentos se comparado ao início daquele duelo. Eles detinham atenção unicamente nos minuciosos movimentos de ataque e defesa.
   Foi quando Raizen sentiu a espada de sua mão esquerda ser arrancada abruptamente. Zailon a tirara enroscando-a no meio de suas lâminas laterais da Espada-pinheiro, e com isso a puxando num movimento brusco. O Lorde Maligno teve um sobressalto ao ver que perdera sua espada no decorrer da luta, mas logo tratou de se recompor ao ver que o Mago não desistira de atacá-lo.
   Raizen foi obrigado a se defender com apenas uma única espada. Mas se com duas já encontrava dificuldade, com apenas uma não demoraria até ser rendido. E foi o que aconteceu. Em mais um manuseio estratégico com a Espada-pinheiro, Zailon prendeu a última Espada de Orion e a arrancou das mãos do Lorde que não teve força suficiente para segurá-la.
   Raizen viu sua arma voar para o lado, caindo até bem próximo dele. Quando se virou para divisar o oponente, viu-o continuar brandindo sua arma contra ele. Foi questão de poucos milésimos. O Lorde Maligno estava desprovido de suas duas espadas que lhe impediam de ser acometido. Porém, naquele instante, não havia nada a ser feito a não ser esperar pelo pior.
   O Mago não deixou aquela oportunidade escapar. Estava com Raizen desamparado a poucos centímetros. Era agora ou nunca.
   A Espada-pinheiro agitou-se horizontalmente e executou um corte perfeito abaixo da cabeça do Lorde. Um sangue negro espirrou densamente seu conteúdo assim que a espada atravessou a garganta.. Enquanto o pescoço pendia para o lado, o líquido viscoso começou a escorrer ininterruptamente pela sua pele macilenta.
   A cabeça de Raizen caiu logo ao lado com um baque seco. No lugar da garganta, tanto na cabeça decepada quanto no pescoço do corpo, apenas via-se uma massa escura por onde um líquido da mesma cor brotava incontidamente.
   Sem ter nenhuma mente para comandá-la, a carcaça do Lorde Maligno desabou de maneira desengonçada no chão.
   Zailon resfolegava por usar tanta energia naquele curto e vitorioso embate de espadas. Ele fitou o corpo decapitado do inimigo, e custou alguns segundos para acreditar enquanto olhava o sangue anegrejado diminuindo seu escorrimento.
- Eu... consegui? – indagou o Mago Supremo.
   Era realmente difícil crer em suas próprias palavras, visto o quão difícil era aquela batalha. Na verdade, ele pensava que o fato de derrotar Raizen com suas próprias forças era um absurdo. Ainda mais dentro do Território Negro. O Lorde da Destruição era praticamente invencível.
- Eu realmente consegui?.... Raizen está morto? – perguntou-se novamente olhando incrédulo para a imagem decapitada. Seus lábios tremularam. Estava na ânsia de dar um sorriso, e a única coisa que o inibia de tal ação era o fato de que sua mente ainda não acreditava que aquilo fosse verdade. Então, uma pequena risada de orgulho e felicidade foi solta quase num murmúrio. – Eu venci. Raizen está...
   Suas palavras foram cessadas por uma imagem chocante. Os olhos de Zailon se arregalaram com um célere movimento dos dedos de Raizen. O Mago continuou com os olhos fixos naquela mão lívida, torcendo para que fosse apenas sua imaginação. Mas para o seu temor, os dedos se agitaram novamente. E em seguida, o braço inteiro estava agindo.
   A carcaça sem cabeça de Raizen estava se empertigando. O Mago fincou os olhos incrédulos naquela cena fantasmagórica. Um ser aparentemente morto estava praticamente ressuscitando. O cadáver do Lorde pôs-se de pé, de frente para o Mago, afastado a menos de dois metros.
   Zailon notou uma anomalia no pescoço cortado. Parecia que alguma coisa estava querendo emergir de dentro dele. O sangue agora parecia uma massa pastosa ainda dotada com o líquido viscoso que vertia em pouca quantidade pelo peitoral já sujo do fluido que pareceu ter colado na pele.
   Uma forma que lembrava vagamente um rosto começou a emergir de dentro da garganta, com a face virada para o alto. Um berro de dor e agonia vindo do próprio rosto submerso no corpo acompanhava aquele processo bizarro. A face negra envolta por uma camada gosmenta de sangue grudento assomou-se ficando quase do mesmo tamanho que o rosto normal de Raizen.
   A aparência ainda era muito vaga, e a face ainda lançava um grito gutural para o céu. Foi então que o rosto adotou uma postura ereta. Zailon pôde se abismar ainda mais com aquela figura. Em sua boca aberta, mais sangue negro era vertido. Os olhos pouco a pouco iam se formando como se estivessem sendo empurrados de dentro da cabeça para fora. Os cabelos cresciam gradualmente na cor escura, pingando sangue negro dos mesmos pelo chão cinzento. Os dentes afiados de Raizen surgiram e o sangue parou de vazar em seus lábios. Executava grandes arquejos, bem salientado pelo vai e vem do tórax musculoso. Finalmente, mirou um olhar penetrante para o Mago, completamente imóvel.
- Im... impossível – sibilou o Mago Supremo. Ele não movera um músculo desde que Raizen começara a se erguer do chão. Se antes não acreditava que havia conseguido derrotar o Lorde Maligno, muito menos acreditaria agora que o mesmo ressuscitara quando tivera sua cabeça cortada. Por sinal, a cabeça antiga permanecia sem vida no chão ao lado deles.
   De repente, uma voz ecoou dentro da mente de Zailon. Um recado de alguém que aflorara em sua memória devido à imagem que acabara de presenciar.

“Quando alguém ressuscitar diante de seus olhos, você estará mais próximo de sua morte.”

“Será este o momento?... O agouro que ele previu...” ponderou o Mago, estupefato em seu raciocínio.
   Uma gota de suor escorreu pelo seu rosto gelado de incredulidade. Estava parado diante do inimigo, com a guarda totalmente abaixada. Ainda fitava o Lorde Maligno custando a crer que ele estivesse realmente aprumado à sua frente. Este desenhou um sorriso afetado. Zailon demorou muito para entender o que aquilo significava.
   No segundo seguinte, Raizen já estava com uma de suas espadas em mãos, que pegara ao lado rapidamente no chão, e avançando contra o Mago. Só então a mente de Zailon voltou à realidade e passou a funcionar. Entretanto, tarde demais.
   A Espada de Orion estava a apenas alguns centímetros. Zailon tentou colocar a sua arma da maneira que pôde para impedir que a lâmina escura o atingisse. O Lorde caminhou para frente, e fez resvalar sua espada na do inimigo, como se esta estivesse apenas a arranhando. Num ímpeto de força brusca, Raizen passou ao lado do Mago, este que se virou rapidamente para trás pensando que o inimigo iria atacá-lo pela retaguarda, mas ao invés disso, Raizen apenas manteve uma distância.
   Zailon se recompôs fitando o oponente cautelosamente. Seus olhos perscrutaram um sorriso indistinto recortado na face do Lorde. O sorriso de Raizen parecia ser de desdém mesclado com uma espécie de vitória.
“Por que ele está sorrindo desta...” A resposta veio a Zailon num assombro, ou melhor, em uma dor. Estivera tão absorto na batalha em si que não notara um pequeno formigamento na bochecha esquerda. Com um olhar tenso e receoso, o Mago levantou a mão e a passou no local da dor. Sentiu um líquido molhar os seus dedos confirmando o que mais temia. Um corte pequeno, mas um ferimento causado pela Espada de Orion. Fora feita no momento em que Raizen passara por ele.
   Zailon voltou com seus dedos à frente do rosto para enxergar o líquido carmesim. Esfregou-os sob um olhar de descrença. O ferimento de seu rosto vertia uma pequena quantia de sangue que escorria face abaixo. Ele voltou a visão para Raizen que mantinha o mesmo olhar afetado de antes.
   O Mago sentiu sua visão turvar. A imagem do Lorde estava se tornando borrada e enevoada. Sentia suas pálpebras querendo descer. Tentava impedir-se de fechar os olhos, mas parecia que sua vontade decrescia a cada segundo decorrido. Então, pouco antes da escuridão veludar completamente a realidade, ele ouviu a voz de seu inimigo.
“Hyu ya se gyer moy”
“Você agora será meu.”
   Finalmente a escuridão cobriu os olhos de Zailon. Entretanto, não parou por aí. Esta mesma escuridão parecia estar percorrendo todo o seu corpo, e aos poucos, invadindo sua mente. Na obscuridade, Zailon ouviu um sibilo que se repetia constantemente.
“Kri meri…”
   O Mago tentou discernir a sibilação, mas só após algum tempo ele conseguiu ouvir claramente o que proferia:
 “Kri meri bewest gyer sirawo”
“Este mundo precisa ser destruído”

quinta-feira, 4 de março de 2010

Acervo Fantástico Nacional: Novo blog voltado para a literatura de fantasia



Venho informar que iniciei um projeto que venho idealizando faz tempo. Já faz alguns meses que tomei gosto pelos livros de fantasia nacional, e me dei conta do quanto é importante que nós divulguemos e incentivemos outros leitores a inserirem a literatura nacional em suas estantes.

Com este objetivo, criei o Acervo Fantástico Nacional, um blog voltado para a literatura de fantasia nacional. Aos poucos irei inserindo um catálogo de livros para que os leitores saibam quais são os maravilhosos mundos que vagam pelo universo literário. Além de várias informações sobre livros, incluindo links de resenhas de sites/blogs na rede, também haverá detalhes sobre promos e sorteios que rolam pela internet. Ainda pode-se conferir lançamentos de livros nacionais, e em breve, vou inaugurar uma seção de entrevistas feitas pelo próprio blog e também produzidas por outro sites/blogs.

Clique na figura para ir ao blog.
Aguardo vocês lá!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mudanças em Mundo Sombrio aqui no blog

Como vocês sabem, eu dedico este blog a divulgação dos capítulos de minha história e também a outros assuntos relativos a ficção. Já faz algum tempo que estou lançando os primeiros capítulos do primeiro volume, porém, devo informar que isto chega ao fim no próximo capítulo.

Meu intuito era de apenas deixar uma amostra sobre o início da história para que recebesse comentários e sugestões. Fico grato àquelas pessoas que comentaram tanto aqui quanto em outros cantos da net onde esta história esteve. A versão beta terminará no capítulo 07, e os seguintes eu guardarei para o futuro quando o livro estiver finalizado. Não lançarei os capítulos até o 09, como vinha marcado no cronograma ao lado, pois estes dois últimos revelam muitas informações sobre o embasamento da história, e isso é algo que gostaria de deixar em segredo.

Mas não se desanimem. Não deixarei o blog parado. Como sempre ele contará com os posts de sempre( dicas de animes, livros, sites, e blogs; resenhas; e outras coisas). Mas além disso, iniciarei uma nova etapa para a divulgação do Mundo Sombrio. Trata-se de uma coletânea de contos intitulado "Contos da Guerra das Energias". As histórias, que serão de poucos capítulos, começarão a estar presentes aqui no blog a partir de Abril. Irei publicá-las regurlamente até o final do ano. Os detalhes de cada conto e o intervalo de publicação dos seus respectivos capítulos serão mostados um de cada vez conforme uma história for terminando. Produzirei a maior quantidade de contos possíveis ambientados na trama do primeiro arco. E provavelmente em Dezembro, lançarei um e-book com todos os contos publicados aqui no blog e mais alguns.

O livro "A Guerra das Energias Volume 01" ficará para o ano de 2011. Quero trabalhar bastante nele para só então enviar a alguma editora. Por enquanto, os leitores ficarão com alguns contos bem interessantes introduzidos para instigar a leitura do livro principal.

É isso. Em breve confiram o capítulo "Espada- pinheiro", o último da amostra do volume 01.
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