Pages

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

4º edição da Revista Fantástica



Foi lançada semana passada, a nova e última edição da Revista Fantástica em 2010, chegando a sua 4º publicação. O projeto da revista foi iniciado durante a metade do 1º semestre deste ano, e surpreendeu a todos pelo excelente trabalho apresentado, tragando novos leitores para a literatura fantástica brasileira. Porém, como se não bastasse a boa repercussão da revista no meio digital, a Fantástica rompeu limites, e continuou inovando em sua empreitada de levar ao público leitor todo o conteúdo de nossa literatura nacional. Exemplos disto são:

A livraria Fantástica – Uma ótima livraria virtual com um belo acervo de livros de fantasia nacional, que podem ser adquiridos por ótimos descontos.
O Papo Fantástico – Um podcast onde a equipe bate um papo descontraído com algum convidado especial, abordando temas freqüentes da literatura.
O Papo Fantástico ao vivo – Uma evolução do podcast, um encontro físico entre escritores e leitores num papo mais interativo. Embora só tenha acontecido em São Paulo, quem sabe não pinta um nos outros estados, como no Rio \0/

Enfim, em pouco tempo a Fantástica conseguiu um grande reconhecimento e prestígio muito bem merecido, pelo trabalho sério que a equipe executa para trazer ao público um ótimo material informativo.

Conteúdo da 4º edição:

- FALANDO NO ASSUNTO: O que os escritores têm a dizer sobre o raso e o profundo na literatura? 
- RESENHANDO: Resenhas de Mundo de Avalon: Caminho da Gnose deVincent Law e Rede de Sonhos de Felipe Pan. 
- TROCA-TROCA: Alexandra Jahneli, autora de O Mestre dos Dragões Vermelhos, e Andrés Carreiro, autor de A Essência do Dragão: Ressurreição, resenham cada um a obra do outro. 
- MATÉRIA DE CAPA: Analisamos a trajetória de Eduardo Spohr, autor de A Batalha do Apocalipse. 
- REPÓRTER MIRIM: Qual é a dos anjos? E dos mundos fantásticos? Nossos repórteres mirins respondem! 
- E SE FOSSE FILME?: Como seria se o livro A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr se tornasse uma mega-produção cinematográfica? 
- EM FOCO: Matérias sobre livros pequenos, música na literatura, filmes e, é claro, vampiros. 
- NOVIDADES: Conheça Antes Tarde do Que Sempre (Bertoldo Gontijo), A Corrente (Estevão Ribeiro), Extraneus: Vol 1 - Medieval Sci-fi (org: MD Amado), Histórias Fantásticas: Vol. 1 (Georgette Silen). 
- CLÃ DOS IMORTAIS: Confira o que rolou no evento Darkness Rising, no Rio de Janeiro. 
- CONEXÃO SKOOB: O que há de mais interessante na melhor rede social para aficcionados por livros. 
- CONEXÃO PSYCHOBOOKS: A Equipe Psychobooks nos ensina o que é e para quê serve a ARC. 
- CONEXÃO ALTERNADA: Conheça o site Sobre Livros. 
- CONEXÃO RPG BRASIL: Aprenda sobre cenários de RPG. 
- ÚLTIMA PÁGINA: O escritor Dhyan Shanasa, autor de O Livro de Tunes, discorre sobre o papel dos clássicos na literatura. 

Bom, devo ressaltar também que, a partir da 3º edição da revista, estreou uma seção intitulada “Jornada de um escritor”, o reality show onde vocês me acompanharão nesta dura batalha para se tornar um escritor. Há meu depoimento e dicas de outros autores. Nesta edição, o segundo capítulo da jornada gira em  torno do grande desejo de reescrever o livro quando o autor sente que sua obra não está satisfatória. Comentam nesta edição: Erick Sama – editor da Editora de Draco; Christian David – autor de Mão Dupla; Walter Tierno – autor de A Cira e o Velho; Luiz Ehlerseditor-chefe da Revista Fantástica; e também de Eduardo Spohr – autor de A Batalha do Apocalipse.

Nunca pensei que me sentiria tão bem sendo “cobaia” de algum experimento, hehe. Estou gostando bastante de fazer parte deste projeto, é realmente uma muito gratificante receber o apoio e o incentivo de grandes personalidades. Sinto que pouco a pouco estou adentrando neste território literário no qual tanto almejo viver. Agradeço a todos eles, e à equipe Fantástica.

Então, como diz aquela velha frase: “A jornada está apenas começando.”

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Resenha "Lohan e os mistérios da Magia - Vol. 1 - Aprendiz de mago"

Sinopse:
O aprendizado mal começou e Lohan obriga-se a enfrentar perigos que nem mesmo os mais experientes magos se atreveriam a subjugar. Como aprendiz de mago, Lohan descobrirá que para conseguir atingir seus objetivos terá que vencer o tempo, ganhar feridas, perder o fôlego, lutar para manter a sanidade e arriscar a vida, que é tudo que mais deseja devolver ao seu mestre. A busca pelo saber e pela superação está apenas começando neste primeiro volume da série. Conheça os magos, guerreiros, criaturas gigantes e outros seres deste mundo peculiar e selvagem, onde a força e a magia ditam as regras.
Páginas: 256
Ano: 2009
Editora: Novo Século
 
Ganhei este livro há meses na promoção do blog “Sagas Marcantes” e só agora ele conseguiu espaço na fila de livros a serem lidos. Infelizmente demorei um pouco na leitura, por conta do vestibular; o livro poderia ser lido num espaço de tempo menor, mas como habitualmente acontece comigo, demoro em média de 3 a 4 semanas para “comer” um livro.

O primeiro detalhe que surpreende neste livro é o seu ritmo tenso logo nos primeiros capítulos que, somado à ótima narrativa do autor, consegue nos prender facilmente em suas primeiras páginas onde o enredo caminha em guinchos frenéticos, explorando acontecimentos separados que movimentam a trama. Infelizmente este compasso intenso se encerra num momento de decisão para o curso da história, e esta passa por um recomeço, onde gradualmente a trama vai abrindo caminho para o clímax final, retomando a ação intensa do início da história. O meio da trama chega a causar um pouco de desistência, mas todas as cenas, que a principio pareciam ter pouca utilidade num contexto principal, foram elaboradas de maneira, que enlaçadas, se encaixassem perfeitamente com os últimos atos do livro.

O mundo apresentado na história, potencialmente parece ser interessante e algo a ser explorado pelo autor em continuações futuras. Trata-se de um mundo onde Magos possuem seus castelos e são donos de terras, sempre zelando pelo bem estar de seus habitantes. Infelizmente, este cenário de dominação dos Magos, que na verdade, são vistos como líderes respeitados pelas vilas que se incluem em seus territórios, foi pouco sondado nesta primeira saga. Isso se deve ao fato da história ser um tipo de enredo centrado, focado na maior parte do livro em dois espaços distintos, não permitindo que a história ganhe novos lugares, embora tenha ocorrido do herói se aventurar por outras regiões.

Quanto aos personagens, alguns fizeram boa diferença na história, outros nem tanto, servindo apenas como coadjuvantes do enredo e para preencherem o grupo de personagens. Mesmo sem participações significativas foram necessários para integrar a vida de outros personagens. Mas em boa parte deles, me ficou a impressão de que serão utilizados em momentos futuros, e que o foco deles, nesta saga, não era tão necessário a ponto de fazê-los personagens atraentes. O único contra disso é a grande quantidade deles (os amigos de Lohan, por exemplo); tive um pouco de dificuldade para memorizá-los incerto de quais deles fariam algo valoroso na trama.

Um ponto muito vistoso deste livro é excelente ritmo que autor consegue dar as cenas de ação. Digo que é o ponto alto da história; as lutas são bem detalhadas, com os diálogos entremeados sempre na hora certa de forma a dar ainda mais clímax aos momentos. Além disso, o autor consegue ser muito criativo na nomeação e execução das magias, que são apontadas durante a narração em terceira pessoa, abstraindo o personagem de ter que recitar o nome delas.

Loha e os mistérios da Magia não chega a ser uma história de fantasia de enredo grande e complexo, é pequeno como um todo, mas concentrado no foco principal da história, e muito bem explorado.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Histórias Fantásticas Volume 1" e degustação do meu conto

Olá, pessoal.

Venho informar que a antologia "Histórias Fantásticas - Volume I" já se encontra à venda. O livro foi lançado durante o Jedicon que aconteceu em SP neste último fim de semana, ao lado de outras antologias como  Sagas v.1: Espada e magia, Extraneus v. 1, A Sombra do Corvo e outros.  O lançamento foi um sucesso, todos os exemplares disponíveis no evento se esgotaram. Mais um gol para a literatura fantástica nacional! Confiram aqui uma cobertura sobre o evento. Ah, e só pra avisar, eu não estava lá. Motivos: um "pequeno" fator geográfico e econômico, e um "simples" dia de vestibular.

Como sabem, tenho um conto intitulado "Após a densa neblina" nesta antologia. Vou mostrar aqui um trecho deste conto.

A densa neblina o aguardava. Uma nuvem pálida e aliciadora para o jovem cavaleiro que viera de muito longe, almejando o que aquela grossa cortina branca ocultava. Diz a lenda, que o Homem que atravessar aquele longo espaço nebuloso irá encontrar, após a densa neblina, o seu maior bem. Atraídos pelo grande prêmio, muitos já tentaram atravessá-la, porém, nunca se ouviu falar de nenhum indivíduo que tenha obtido sucesso. Por isso, as suposições sobre o que poderia ser tal bem proliferaram na imaginação das pessoas. Mas ao mesmo tempo em que a curiosidade se intensificava, a coragem diminua, visto que ninguém, em séculos, conseguira obter o grande prêmio.
Continua em Histórias Fantásticas Vol.1.

Marquem o livro também no Skoob. ;D

Para lerem o restante do conto basta adquirir um exemplar. Para isso, enviem um email para: luizfteodosio@hotmail.com

domingo, 21 de novembro de 2010

Impressões de "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1"

Olá, pessoal.
Estou voltando para tirar a poeira que se impregnava no blog. Faz um bom tempo que não posto nada. Estive ocupado com vestibular e ainda tem concurso público chegando onde novamente terei de voltar aos estudos, mas desta vez, regularei a frequência de postagens aqui: provavelmente semanal. Agora vamos a resenha de um excelente filme.


 “Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1” retoma a fidelidade ao livro que era ausente nos filmes anteriores. Realmente seria impossível recontar o último arco desta série em um filme de duas horas e meia, o produto final seria o que vimos em “A Ordem da Fênix” e o “Enigma do Príncipe”. Por isso, este penúltimo filme da série deve ser encarado como uma versão fiel ao livro, na medida do possível, claro, mas completamente vistoso para os fãs mais assíduos.

O meu primeiro contato com os filmes HP foram na versão dublada, que embora não chegue ao nível de uma excelente atuação, pode-se dizer que é um trabalho mediano, com vozes marcantes. Infelizmente, um dos problemas no processo do trabalho de dublagem mais corrente em grandes sagas do cinema é a constante mudança de vozes de um personagem. Isso simplesmente denigre toda a personalidade e a imagem que o personagem vem criando no público, e sinceramente, acho isso um grande desrespeito à arte e à essência que é um personagem. E as vítimas foram nada mais nada menos que dois personagens importantes da série: Snape( já alvo de constantes mudanças em sua voz no andamento dos longas) e Voldemort! Bom, não preciso dizer que a nova dublagem tirou totalmente o bom desempenho destes dois atores, além de deixar os personagens irreconhecíveis ressalvando-se a própria imagem física deles. Portanto, este filme é um daqueles que para melhor apreciação deve ser visto em sua língua original. Vocês podem me perguntar: então por que você não foi ver o filme legendado? Simples. Não gosto do inglês britânico =P Acho que eles falam mais pra dentro do que pra fora.

Falando do filme em si, as cenas foram muito bem escolhidas e souberam resumir bem todos os acontecimentos do livro. Aliás, as cenas inéditas, aquelas criadas para o próprio filme, como quando a Hermione apaga a memória dos pais, foram significativas. A trilha sonora como sempre estava excelente.
 
O interessante deste filme é que ele pode ser visto como “parado” e “corrido” simultaneamente. A trama de RM é muito diferente dos livros antecedentes que abria espaços para cenas mais cotidianas e sem conteúdo, que de fato alterassem a trama principal; este último Arco da série, praticamente reúne um desenvolvimento mais significativo e corrido se comparado ao habitual desenvolvimento da história. Olhando de forma geral, a história sempre caminha para algo novo, os personagens estão sempre se movendo dando mais flexibilidade a trama; e como esta tem um grande teor investigativo e de suspense, alguns fatos, nem todos, começam a fazer sentido no decorrer do filme.


Talvez o grande problema deste longa resida em sua própria fidelidade à série original. Não é o meu caso, mas tive a impressão de que muita gente exalou várias dúvidas à medida que o filme passava, e não conseguiram sorver e processar todas as informações que o filme jogou; somente alguém que no mínimo tenho assistido atentamente aos filmes anteriores ou lido a saga completa, conseguiria visualizar todos os traços presentes nas paginas dos livros. Portanto, não pense que vai ao cinema assistir “um filme”, você irá ver “Harry Potter”.

Uma característica marcante dos últimos filmes é o constante alívio cômico, e muitos pensaram que não haveria tantas cenas para rir em Relíquias da Morte, afinal, o último é de atmosfera tensa e sombria. Porém, esta marca também esteve presente no sétimo filme, e muito bem colocada. Não citarei quais foram as cenas mais engraçadas, mas a que realmente fez o cinema se esbaldar foi quando Rony estava beijando a mulher do bruxo em que se disfarçava. LOL

Merece destaque também a incrível animação contando a história das Relíquias da Morte. Muito melhor do que eu esperava. As cenas de ação também são maiores que a dos outros filmes, não deixando o mesmo cair em monotonia. Os efeitos especiais estavam muito bem feitos.

Como diz o nome ”parte1”, este filme foi apenas uma parcela do grande final desta série épica, e este método de divisão de Relíquias da Morte acarretou um desconcerto nesta primeira parte: não há necessariamente um clímax, há um desfecho de uma aventura e o prólogo do que nos aguarda na segunda parte desta história. É como se acabássemos de ler um capítulo de um livro ou de assistir a um episódio de seriado ou anime; o filme simplesmente termina com um cliffhanger. 


 Bom, tenho que confessar que este foi o primeiro HP que vejo após estar ciente de toda a história, e, após assistir da “Pedra Filosofal” ao “Enigma do Príncipe” com a visão dada pelo filme, fica em mim um sentimento de vazio com relação aos outros filmes. Afinal, nada do que eu vi é necessariamente novo, é apenas uma nova visão do que já tenho na mente. Obviamente os filmes nunca irão superar os livros, e além disso, livro é livro e filme é filme. No livro há um diálogo entre as palavras de uma página com nosso imaginário, e a partir disso, moldamos a história de um modo muito íntimo e pessoal, coisa que não acontece nos filmes, onde somos apresentados à visão de alguém, no caso, do diretor.

Enfim, é um filme muito recomendado para os fãs dos livros ou para aqueles que apreciam a versão cinematográfica desta série épica.

Agora é esperar até a parte II. Tenho a impressão que depois deste filme os “pottermaníacos” entrarão em depressão eterna.  


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lançamento "Histórias Fantásticas Vol.1"

Olá, pessoal.

Já está definido o dia do lançamento da antologia "Histórias Fantásticas Vol.1", da editora Cidadella. Será em São Paulo durante o evento JEDICON 2010, junto aos lançamentos de outras antologias . Infelizmente, como não é no Rio, não estarei presente, mas fica a chamada para quem quiser comparacer ao evento. 


O meu conto chama-se "Após a densa neblina", e em breve, postarei uma pequena degustação dele.

Não deixe de adicionar Histórias Fantásticas Vol.1 também no Skoob.
http://www.skoob.com.br/livro/132626-historias-fantasticas-

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Resenha "O Vale dos Anjos" - O Torneio dos Céus - Parte 1

Primeiramente, uma curiosidade pessoal a respeito deste livro, é que foi o primeiro que recebi um autógrafo do autor pessoalmente, além de passar um tempinho junto dele. Por isso, a leitura desta obra teve um gostinho especial, tanto que eu tive que interromper a leitura do Senhor dos Anéis e d’A Batalha do Apocalipse, só pra conferir o que “O Vale dos Anjos” guardava de interessante. Bom, no final das contas, não me arrependi.



 
“O Vale dos Anjos – O Torneio dos Céus – Parte 1” é o livro de estréia do escritor Leandro Schulai, o primeiro de uma série de seis. 

A história inicia de forma trágica: Dimitris Saloustos, um jovem de 22 anos, morre num acidente de carro, e dá adeus a uma vida feliz ao lado de sua esposa, Mariah. Será mesmo? Errado. Dimitris, ao chegar no Paraíso, não se conformando com sua morte, embarca numa missão impossível: voltar à vida e viver ao lado da amada. E para isso, ele precisa se tornar um anjo-deus, objetivo que pode ser conquistado vencendo um evento chamado Torneio dos Céus. Basicamente, essa é a trama que movimenta todo o enredo, além de guiar Dimitris em sua jornada no Paraíso, que o faz conhecer grande amigos como Anne, um anjo-cupido, e Obelisco, um anjo guia de enterro.

“O Vale dos Anjos” vem com uma visão totalmente diferente de “anjos” e do “Paraíso”. É um universo gigantesco, se visto de forma mais ampla; tanto, que o começo do livro foi reservado para explicar boa parte do Vale dos Anjos. É um lugar bem instigante, quase tão divertido de imaginar como Hogrwarts. No que concerne a parte da inovação e do carisma de um mundo, a ponto do leitor querer se imaginar dentro dele ou de ficar fantasiando como seria uma vida naquele lugar, o Vale dos Anjos teve uma nota muito boa. Além de serem bem planejados, os anjos também são divididos em várias hierarquias – mais um ponto positivo, porém, achei que por serem tantos cargos distintos, um glossário ao final do livro enumerando cada um deles cairia bem, assim como uma pequena ficha dos anjos-deuses, que são os seres mais importantes da história.

A narrativa e a linguagem do livro são simples, sem muitas passagens rebuscadas e com descrições sucintas na maioria das vezes – embora algumas partes eu preferisse que fossem mais detalhadas -, porém, isso não tira a boa habilidade de prender o leitor à história. Se for para apontar algum aspecto negativo, talvez a presença de alguns diálogos vazios, e outros rápidos.

Mas até a trama chegar ao ponto central que é o Torneio dos Céus, a história explora outros aspectos, o que foi ótimo para dar mais sustentabilidade não apenas à história como também aos personagens, que em geral, não são vazios, e sim, recheados de traços carismáticos e donos de personalidades marcantes. Como por exemplo, achei muito legal as missões em que Dimitris, Anne e Obelisco partem para o mundo real, e então a história explora o passado e o presente de cada personagem. Como resultado, estes três se tornaram meus personagens preferidos, não consigo ver a história sem eles. Mas se for para colocar uma ordem: (Dimitris>Anne>Obelisco = O personagem principal é carismático; A Anne como cupido, não preciso de palavras para dizer o quanto ela é legal, e o Obeslico é o cara cômico da vez, mas tive que deixá-lo em último. rsrs). Apenas um fato curioso que achei sobre esses personagens é que se casaram cedo demais, e reparando bem, todos eles tiveram grandes frustrações no amor, um fato importante e que deve ser bem observado, pois não é a toa que eles estão juntos e se entendem muito bem.

Quando ao torneio, bom, provavelmente algum “otaku” ou quase “otaku” já deve ter assistido a muitos nestes animes como Naruto, Dragon  Ball, CDZ, Yuyu Hakusho, e outros. É um método muito utilizado para mover a história e criar tensão e momentos de batalhas, e isso não faltou no Vale dos Anjos. Foram realmente lutas ao melhor estilo anime/mangá. Só achei uma pena, pois eu gostaria de ver as lutas dos outros participantes com mais detalhes, como as do Obelisco e do Brian, mas entendo que, se fosse assim, o livro seria um pouco maior. Ainda assim, as lutas de Dimitris foram bem legais e diferentes entre si, a cada batalha terminada,  o leitor tinha um sentimento diferente.

E claro, se estamos em falando em torneio, o herói da história não sai aprendendo a usar seu poder sozinho, e é então que entra Ramirez, o mestre de Dimitris, que junta com outro discípulo, Brian, se preparam para o Torneio dos Céus. Há muitas cenas de treinamento, talvez até demais, algumas partes eu achei enfadonhas, embora fossem necessárias.

Apesar da trama estar centrada no objetivo de Dimitris e no Torneio dos Céus, há toda uma enigmática trama nas sombras envolvendo o próprio Dimitris numa profecia. O que parece é que ele já era aguardado. Personagens misteriosos e fatos intrigantes permeiam lentamente esta história que promete bastante em sua continuação. O Torneio dos Céus, originalmente seria um livro só, mas acabou sendo dividido em duas partes. O Vale dos Anjos contará ao total com seis livros. Com certeza podemos esperar bons momentos na continuação desta série.

Site do livro: www.ovaledosanjos.com.br
Twitter do autor: @schulai

sábado, 9 de outubro de 2010

Sugestões de algumas Antologias abertas

Olá, pessoal!

Hoje trago algumas novidades do mundo literário, e acredito que vai agradar aos escritores, amadores ou não, que almejam ver seu nome numa produção literária. Estão abertas inscrições para algumas antologias, um ótima chance de fazer as engrenagens de sua imaginação girarem ou tirar a poeira daqueles contos já escritos que apenas precisam de um polimento.

É provável que eu me aventure a participar de algumas. Sabem, depois que consegui ser selecionado para duas antologias ( "Histórias Fantásticas Vol.1" e "Alethéia"), acabei tomando o gosto em escrever textos pequenos, já que até então estava mais acostumado em mergulhar em histórias longas com dezenas de páginas. 

As informações referentes às antologias foram retiradas de seus respectivos sites. Todas elas são "não-pagas", ou seja, o escritor não terá qualquer custo em sua publicação.

Vamos a elas:


  • DEMÔNIOS



Em 1589, o demonologista e teólogo Peter Binsfeld, fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, que supostamente seria o responsável por invocar tais pecados. O padre, que esteve envolvido nas caças às bruxas, autor de “A Confissão de Warlocks e Bruxas”, afirmou ainda que outros demônios poderiam invocar o pecado, como Lilith por exemplo.
Na Série VII Demônios, o desafio dos autores será o de criar contos envolvendo cada um dos sete pecados, com um toque especial, voltado à literatura fantástica, podendo utilizar de qualquer um de seus subgêneros. Em cada volume da série, um pecado e seu respectivo demônio.
Os autores não serão obrigado a citar os demônios ou envolvê-los em suas histórias, mas poderão fazê-lo se quiserem. Serão até 15 autores por volume, podendo haver repetição de autores em outros volumes. Ou seja, podem ser enviados contos do mesmo autor para seleção de mais de um volume, desde que respeitado o tema prosposto. Veja TODOS os detalhes para a inscrição e publicação no regulamento da série.

Organização: Celly Borges (Mundo de Fantas) e M. D. Amado (Estronho)
Volume Autor Convidado Prazo para envio dos textos
Leviathan (inveja) Richard Diegues 15.02.2011
Belzebu (gula) Eric Novello 15.02.2011
Asmodeus (luxúria) Ana Cristina Rodrigues 15.03.2011
Lúcifer (soberba) Rober Pinheiro 15.04.2011
Belphegor (preguiça) Georgette Silen 15.05.2011
Mammon (avareza) André Bozzetto Jr. 15.06.2011
Azazel (ira) Simone O. Marques 15.07.2011


  • INSANAS
  
Insanas é uma antologia que será escrita somente por mãos femininas. Mas não se engane, pois aqui não terá espaço para textos sublimes, chick lit, conjecturas sobre o universo feminino e nem saudades da vovozinha que se foi. Aqui... Elas matam!
Insanas vai tirar dessas mulheres o que elas têm de mais cruel de dentro delas. Nem nos piores dias de TPM da sua namorada ou esposa você poderia imaginar tanta violência, descontrole e sadismo.
Prefácio
Ana Cristina Rodrigues
Autora ConvidadaSuzy M. Hekamiah
Apresentando
Celly Borges
Carolina Mancini

Serão aceitos textos que contenham um ou mais dos seguintes elementos: crueldade, tortura, sangue, terror, sexo, sadismo, traição, ambição extrema, morte e tudo mais que sua mente puder criar de ruim. Os contos não precisam necessariamente conter assassinatos ou mortes. O terror psicológico também será aceito e, aliás, muito bem-vindo. Medo é a palavra de ordem.
... Elas matam”, no caso, se refere às autoras. Queremos as mais insanas escritas que elas podem produzir. Que elas mostrem do que são capazes. Sexo frágil? Não... Elas podem ser cruéis quando querem.
E, se você quer ser uma delas, participe da seleção. Inscreva seu conto e venha fazer parte desta... Festa.


  • EXTRANEUS - VOLUME 3 
O volume 3 tem o título de Em Nome de Deus, e sua proposta é publicar contos que retratam as atrocidades, injustiças e devaneios dos homens em nome de Deus ou de religiões e doutrinas. Até que ponto o ser humano é capaz de usar o nome de Deus para cometer crimes, escravizar povos e promover guerras? Será que isso acontece apenas aqui na Terra? Os autores podem se utilizar de quaisquer subgêneros da literatura fantástica para criar seus textos... E rezem para que não sejam excomungados... Ou que sejam.
ORGANIZAÇÃO: M. D. AMADO
PREFÁCIO: ALESSANDRO REIFFER



  • HISTÓRIAS FANTÁSTICAS - VOLUMES 3 E 4


O Fantástico está presente em todas as culturas e mitologias que cercam o ser humano, desde os primórdios. Crendices, lendas, tudo faz parte do processo de crescimento do homem, e de seu povo. É intrínseco, inegável e indissolúvel na formação de uma sociedade.

Nada mais natural, portanto, que a Literatura Fantástica faça proveito dela, do imaginário popular, das lendas e superstições que nos acordam a noite, que nos transportam a outro lugar. Olhos brilham na escuridão, fadas voam com brilhos fosforescentes, curupiras assoviam, enquanto fantasmas povoam os quatro cantos, causando medo e tremor. Vampiros e bruxas, lobisomens e monstros, criaturas do imaginário coletivo serão os protagonistas de uma nova aventura. E estarão ao redor do leitor, que não terá como desviar o olhar.

Histórias Fantásticas é fruto da parceria entre a organizadora Georgette Silen (organizadora das antologias O GRIMOIRE DOS VAMPIROS e UFO – CONTOS NÃO IDENTIFICADOS), a Cidadela Editorial e o site Estronho e Esquésito. Irá contar com 21 contos selecionados no primeiro volume, que retratem toda a magia, a beleza, o fascínio e a diversidade do universo da Literatura Fantástica Brasileira. Os autores dessa série estão convidados a explorar todos os tipos possíveis de criaturas fantásticas, com temática livre dentro do gênero Fantástico, dando vida às letras do imaginário, transportando o leitor a universos e dimensões variadas.




quarta-feira, 29 de setembro de 2010

3 º Edição da Revista Fantástica e a "Jornada de um Escritor"



Olá, pessoal. Como sempre faço, venho aqui divulgar o lançamento de mais uma edição deste maravilhoso projeto que é Revista Fantástica, lembrando que agora também há a Livraria Fantástica, onde podemos adquirir obras nacionais a preços muito bacana; e o Papo Fantástico, Podcasts em que o pessoal da revista participa e convida autores, blogueiros, e outras personalidades para um bate-papo bem legal. Resumindo, tudo literalmente Fantástico, hehe.

A matéria de capa desta edição é sobre a Bienal de SP. Ótima maneira de sabermos o que rolou neste grande evento literário. Confiram as outras matérias desta edição.

- FALANDO NO ASSUNTO: O tamanho de um livro é importante? Saiba o que os escritores têm a dizer sobre isso.
- RESENHANDO: Resenhas de Dragões de Éter: Corações de Neve de Raphael Draccon e Gênese Pagã de Simone O. Marques.
- TROCA-TROCA: Leandro Schulai, autor de O Vale dos Anjos: O Torneio dos Céus - Parte 1, e Márson Alquati, autor de Ethernyt: A Guerra dos Anjos, resenham cada um a obra do outro.
- MATÉRIA DE CAPA: Cobertura da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2010
- REPÓRTER MIRIM: Existe uma fórmula do sucesso? E qual a relação dos jovens com os livros atualmente?
- E SE FOSSE FILME?: Como seria se o livro Aura de Asíris: A Batalha de Kayabashi, de  Rafael Lima se tornasse uma mega-produção cinematográfica?
- EM FOCO: Tudo sobre o Fantasticon, os vampiros nacionais, seres folclóricos e as profissões por trás da escrita.
- JORNADA DE UM ESCRITOR: Acompanhe Luiz Dreamhope na sua saga para publicar seu livro.
- LIDO & ENTREVISTADO: Entrevista com Helena Gomes, autora de A Caverna de Cristais
- NOVIDADES: Conheça Agridoce (Simone O. Marques), Diário de um Anjo (Mandy Porto), Mundo de Avalon: Caminho da Gnose (Vincent Law), Neon Azul (Eric Novello), Aos Olhos da Morte (M.D. Amado) e Vaporpunk (org. por Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva)
- TRÍADE DOS IMORTAIS: O trio Celly Borges, Nana B. Poetisa e Nelson Magrini apresenta dois autores nacionais de terror.
- CONEXÃO SKOOB: O que há de mais interessante na melhor rede social para aficcionados por livros.
- CONEXÃO CT: Criando Testrálios, um dos mais famosos blogs sobre fantasia, apresenta um texto sobre o que é imaginação.
- CONEXÃO PSYCHOBOOKS: A Equipe Psychobooks faz sua cobertura da Bienal 2010.
- CONEXÃO RPG BRASIL: Aprenda como se joga um RPG.
- CORREIO FANTÁSTICA: Respondemos os e-mails e mensagens de nossos leitores
- ÚLTIMA PÁGINA: O escritor Dhyan Shanasa, autor de O Livro de Tunes, cobre os magos, feiticeiros e bruxos da literatura fantástica.

E tenho uma grande novidade para os leitores deste humilde blog, hehe. Estou participando de uma seção da revista, intitulada "Jornada de um Escritor" - estrelando Luiz Dreamhope \o/



É um tipo de "reality show" em que vocês poderão acompanhar o árduo processo que é escrever um livro até a sua publicação. Neste primeiro capítulo da jornada chamado "Propostas e direções do Mundo Sombrio", vocês irão conhecer um pouco de minhas pretensões a respeito dela. Mas o mais legal de tudo é a participação de cinco excelentes autores nacionais, dando comentários e dicas em minha jornada. São eles: Dhyan Shanasa, autor de "O Livro de Tunes";  Helena Gomes, autora de "A Caverna de Cristais"; Leonel Caldela, autor de "O Caçador de Apóstolos"; Leandro Reis, autor de "Legado Goldshine"; Simone O. Marques, autora de Serie Peganus.

Agradeço a todos os autores pelos recados, e claro, a equipe Fantástica, por me deixarem participar desta seção.

A jornada está apenas começando, e muitas batalhas ainda estão por vir. Conto com vocês para que torçam por mim nesta empreitada.

Abraços.

sábado, 25 de setembro de 2010

Resident Evil Afterlife: Um novo começo

Viciado e apaixonado por esta série há muitos anos, não podia deixar de conferir o novo longa baseado na famosa série survivor horror dos games: Biohazard.



Um pouco mais duradouro que os outros filmes, acho que com 100 minutos de duração, Afterlife se diferencia bastante de seus antecessores. Trilha sonora sensacional e cenas de ação de arrasar o fôlego são os melhores atrativos do filme.

Mila Jovovich, no papel da conhecida Alice, está perfeita como sempre. Há também os personagens conhecidos da série: Claire Redfield, Chris Redfield, e Albert Wesker. E falando em personagens, Resident Evil estava mesmo com falta de pessoal para mover a trama. Jill Valentine, LJ, e outros deram adeus a série, desaparecendo ou morrendo, e a única solução foi apelar para os remanescentes de Resident Evil Extinction e contar com novos. Infelizmente, a Claire pouco tem haver com a original, e o Chris também não compensa muito. Pelo menos o Wesker não foi tão ruim, meu vilão preferido, não poderia odiá-lo. Muito massa ele no filme.

Mas não vou contar o longa aqui, apenas para indicar alguns pontos que gostei e que desagradou. Quem for ao cinema, e realmente for fã do jogo, não vai se decepcionar. Ah, e está claro que teremos um quinto filme em breve. O que me preocupa é que a história cada vez mais de desgasta, entretanto, o Paul W. S. Anderson conseguiu "recomeçar" a série de forma que não ficasse enfadonha. Basta saber o que virá agora. Ainda está devendo bastante, e se vier um próximo filme, provável que seja o último.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Novidades: Formspring e Book Trailer de "Mundo Sombrio - A Tragédia de Ashval Greime"

Olá, pessoal. Desta vez trago atualizações sobre o Mundo Sombrio.

Antes de mais nada, criei um Formspring(ainda não sei como ele funciona) para responder quaisquer perguntas sobre mim e o livro. Então, se algum curioso estiver lendo isto, passe lá e pergunte alguma coisa legal(ou não) só para não deixar a página em branco. rsrs

http://www.formspring.me/Luizdreamhope

Agora, trago um material feito de forma bem humilde. Após algumas horinhas no Windows Movie Maker(infelizmente, não consegui achar outro editor legal) e algumas dicas via twitcam do @Radrak, fiz um teaser trailer, digamos assim, do meu livro. Um coisa bem simples mesmo, para substituir a sinopse que ainda não consegui fazer( provavelmente terei que varrer a net ou uma biblioteca para estudar algumas sinopses).

Assistam. Dêem opiniões sobre como ficou e o que esperam ver na série. Se tiver legal ou razoável, eu faço um outro, de forma que aborde outro lado da história, ou que vá descortinando o enredo do livro bem aos poucos.



Abraços. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Resenha: Filhos de Galagah


Faz um bom tempo que não termino a leitura de um livro. Estive muito ocupado voltando a trabalhar, e também com o andamento do meu livro. Tempo de leitura só nas horas vagas do trabalho, nas viagens de ônibus, e antes de dormir. Por conta disso, atrasei demais a leitura, e isso, de certa forma, afetou meu entendimento sobre a história. Não que eu não a tenha compreendido, mas tive dificuldade em me aprofundar na leitura, realizando-a de forma tão minguada, coisa que não acontecia quando estava em casa de bobeira. Mas se eu não trabalhar não tenho como encher minha estante com livros. (Acreditem que esta é a primeira coisa que penso em fazer com meu salário?)

Mas chega de bla-bla, e vamos à resenha.

SINOPSE

Filhos de Galagah, traz a você, personagens inesquecíveis que irão te acompanhar neste mundo de glórias e tragédias. Heróis nobres e companheiros de passado sombrio, que põe em prática o treinamento de uma vida.


Galatea é uma heroína de ideais nobres, filha do rei e Campeã Sagrada de sua religião, que parte para uma busca ordenada por seus sacerdotes, dragões. Iallanara é uma bruxa rejeitada pela sociedade, uma assassina fria presa a um ser cruel e misterioso. Ela se juntará à Campeã Sagrada para proteger-se e tentar buscar sua liberdade, criando um relacionamento de mentiras e desconfianças. Por último, Gawyn um elfo criado por humanos, e Sephiros, um elfo forjado para a batalha, serão convidados a proteger estas mulheres, entrando em um relacionamento mais intrigante que qualquer aventura.


A jornada os levará a lendária Lemurian, a cidadela invertida, onde o destino decidirá o sucesso ou fracasso na busca do que procura: A Primeira Runa.”



Acredito que a maioria daqueles que curtem Fantasia Nacional conhecem a série Legado Goldshine, o universo de Grimelken, criado pelo autor Leandro Reis, também conhecido como Radrak. É uma obra presente no cenário nacional, e confesso que, por diversas vezes, esbarrei com ela em blogs e sites da internet, até que chegou ao ponto que não agüentei a tentação e comprei o livro. rsrs

Mas tenho que confessar, e também ressaltar, um aspecto positivo do livro, que é trazer com ele algo que vem crescendo no mercado literário: uma forma de divulgação audiovisual chamada de booktrailers. Semelhante ao trailer de um filme, mas sendo para um livro, que pode ser de diversas maneiras dependendo da criatividade do autor. O booktrailer de "Filhos de Galagah" me agradou bastante, até porque, foi o primeiro trailer de um livro nacional que apreciei, logo, contou um pouco aquele “ohhhh, incrível”. Mas se vocês ainda não o viram, podem conferi-lo abaixo.


Retornando para o livro físico, a capa é outra coisa a admirar, produzida com capricho e cuidado. (Como ela tem várias camadas, fiquei passando a mão nela toda hora rsrs).

Nas primeiras páginas a história é um pouco presa, centrada numa única região da trama, não dando dicas sobre como se desenrolaria o enredo do livro. Ele só começa a caminhar após o seqüestro do príncipe Thomas, e ganha ainda mais força quando Galatea parte em sua missão sagrada atrás das três runas (Ingenuidade a minha ao pensar que veria as três neste livro.).

Durante a leitura, nota-se muitos aspectos provindos de RPG, algo natural, pois se não me engano, esta série nasceu de um jogo de RPG. Se disfarçar numa caravana circense para entrar numa cidade; partir numa jornada em busca por alguma coisa sagrada; personagens postados para ajudar os heróis na jornada e depois desaparecem(Aloudos); encontro de personagens secundários com a protagonista, e que depois de algum acontecimento, acabam aderindo à missão da personagem. Bem RPG, não? Por isso, aqui vai um aspecto que não gostei, e também foi a parte do livro que não me agradou O encontro dos personagens e o desenrolar para a aceitação do papel de cada um na jornada não foi muito natural. Saiu forçado, como se ninguém ali tivesse motivos mais importantes que refutassem uma ajuda à princesa. Até mesmo a união do grupo não graduou, ficou estática o livro inteiro, como se já se conhecessem.

E aproveitando esta questão destes personagens devo logo dizer que apenas dois personagens me encantaram de forma que não precisasse fazer muito esforço: Iallanara e Gawyn.

A Bruxa Vermelha é todo o enigma dentro do grupo, atormentada por muitas questões do passado, ainda perdida em sua própria personalidade, incerta de qual caminho tomar, é a que mais fez meus olhos se atentarem para cada ação que ela tomaria na trama. Além disto, se não fosse por ela, Galatea seria uma peça apagada. Aproveitando para destruir a protagonista, hehe, não senti muita coisa dela, não. Desprovida de pessoalidade, tudo é para o Deus Radrak, e apenas pensa na missão das Runas e na criança que precisa achar. Uma simples princesa mimada, religiosa, e de bom coração, é uma chama apagada sem a presença de Ialanara para fazê-la acender e bruxulear. Quanto ao Gawyn, é aquele típico personagem de alívio cômico na trama. Possui um passado que foi pouco explorado no texto, mas é um personagem bastante divertido capaz de nos dar algumas risadas na leitura.

Algo interessante é a utilização dos deuses na história, capazes de controlar os ideais de alguns personagens, como Galatea. A trama é recheada de tramas envolvendo religiões distintas, dando um tempero ainda melhor a história.

Há também boas cenas de luta. As magias ficam por conta de Iallanara e Sephiros; e a batalha corpo a corpo, com o espadachim Gawyn (possui uma habilidade apelativa de segurar flechas), e Galatea, usando o escudo e a espada para arrasar os inimigos com sua força bruta. Pelo menos possui uma habilidade de cura ( Em jogo: Galatea usa Heal XD)

Algo que gostei bastante foi o local escolhido para a trama se desenvolver: Lemurian, a cidade invertida, é com certeza um lugar atípico, e ainda esconde muitos segredos que serão revelados em algum outro livro.

Mas de modo geral, o livro seguiu muito bem com seu desenvolvimento. Eu só lamento não ter mostrado as partes soltas que a história deixou, e não são poucas, que vai desde o passado do personagem até tramas paralelas. Por exemplo, o que houve com Thomas? Qual é a razão do amigo imaginário de Ialanara, Noite? E muitas outras questões. O Leandro até comentou isso nas suas notas finais do livro, mas achei que antes do final da história, ele podia ter soltado uma ou mais cenas que dessem um ar "cliffhanger" à trama, já uma preparação para o próximo volume.

Felizmente, Grimelken é um mundo cheio de histórias incríveis, e no site www.grimelken.com.br podemos encontrar contos e curiosidades sobre este universo. É um material que complementa a história e nos traga ainda mais para o universo do autor. Vale a pena dar uma conferida.

A sequencia de "Filhos de Galagah" é o "Senhor das Sombras", já lançado. Não preciso dizer que estará na minha estante em breve. O booktrailer deste livro logo abaixo:


sábado, 11 de setembro de 2010

Arte do título de "Mundo Sombrio - A Tragédia de Ashval Greime"

Olá, gente. Venho trazer novas informações sobre o andamendo do ebook.

Primeiramente, embora a porcentagem lateral do blog não sofra mais nenhum acréscimo atualmente, digo que o livro está em evolução. Apenas passei as últimas três semanas revisando a história e acertando alguns detalhes.

O livro provavelmente terá em torno de 11 a 13 capítulos, e me encontro na criaçao do oitavo. Infelizmente não irei liberar nenhum deles em breve, exceto o prólogo. Mas irei incluir aos poucos, algo que esteja pronto. Nisto estão inclusos: sinopse, trailer, links de divulgação e outras coisas que podem surgir.

Hoje, estou liberando a imagem do título que estará na capa (ainda não a criei, rsrs). Acho que ficou legal, mas gostaria de saber a opinião de vocês.


Até o final do mês, trarei um booktrailer pequeno, e talvez, o prólogo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Divulgando: "O Código dos Cavaleiros"

Olá, pessoal. Venho trazer mais uma divulgação nacional. 

Mais um excelente livro está chegando. "O Código dos Cavaleiros" é do autor Leonardo Schabbach, dono do blog "Na Ponta dos Lápis"(excelente blog por sinal), e dono da novíssima e promissora Editora Mutuus. Aliás, este livro será o primeiro lançamento da Mutuus. Mas a editora já está aberta ao envio de originais.

Confira o que autor revelou sobre sua obra no "Na ponta dos Lápis".


Trata-se de uma aventura de cavalaria medieval, obviamente, mas um tanto quanto diferente do que as pessoas estão habituadas. Inspirado, de algum modo, por Cervantes (Dom Quixote) e Calvino (O Cavaleiro Inexistente, que já resenhei aqui), criei uma história que satiriza um pouco os contos de cavalaria, mas sem perder a ação e o suspense. Trata-se da história de um garoto camponês chamado Lino que quer se tornar um cavaleiro. Ele tem toda uma idealização do mundo da cavalaria que, ao longo do livro, mostra-se não corresponder à verdade, especialmente após ele encontrar um nobre e seu serviçal. A partir dai, uma série de revelações se sucedem e o garoto vai descobrindo como todo aquele universo é, em alguma instância, baseado em aparências. A história se desenrola com muito humor, sempre deixando claras algumas críticas a nossa própria sociedade, e também com alguma ação. Como propus na antologia de contos Alétheia, que estou organizando, utilizei, neste livro, a ficção para trazer também um pouco de reflexão aos leitores. Ainda assim, a história aos poucos vai se modificando e, ironicamente, tomando contornos um pouco mais épicos, terminando como um livro de aventura e comédia; acho que quem ler irá gostar muito.

Por fim, talvez seja possível "resumir" a obra da seguinte forma: um conto de cavalaria emocionante e inusitado, uma aventura medieval capaz de nos fazer refletir sobre nossa realidade. 

Quem quiser saber mais sobre a obra e acompanhar seu processo, pode segui-lá no Skoob. (Grupo do livro, Cadastro). Há também um FormSpring aqui.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Conto: Ignoscência científica

Olá pessoal!

É raro eu escrever contos, e quando o faço, é para me inscrever em antologias. O fato é que gosto de me apegar a uma trama longa e me envolver com todas as suas complexidades, e é de meu feitio alongar tudo o que escrevo. Pra fazer contos dá um trabalhão compactar tudo em poucas páginas.
Bom, o conto que escrevi foi pra uma antologia, mas não consegui ser selecionado. Então, eu vou publicá-lo aqui. Não tive nenhum comentário a respeito dele, e gostaria de saber se está bom. Podem sair rasgando mesmo com a critica, hehe.

Ignoscência científica

Um jovem sonhador, um mero garoto órfão, brandia seu cabo de madeira, sonhando com toda a trama épica que sua imaginação produzia enquanto simulava os movimentos de um cavaleiro meneando uma espada, ou talvez, simplesmente, idealizando seu futuro. Uma brincadeira infantil capaz de resultar numa póstuma identidade. De fato, era o seu futuro.
O jovem, agora cavaleiro, marchava com sua tropa para a planície onde uma grande batalha entre seu reino e o exército adversário ocorreria. Embora fosse sua primeira história épica viver uma intensa batalha, sua inexperiência e seu idealismo oriundo de sonhos ingênuos de outrora transformariam a realidade em desilusão.
Calmon era o nome deste novato cavaleiro.
Assim como em sua brincadeira quando criança, o cavaleiro meneou sua espada, desta vez não-imaginária, contra seus inimigos, e com uma talentosa destreza conseguiu vencer todos aqueles que se opuseram contra ele. Mas apesar das vitórias alcançadas em cada afrontamento, algo de muito apreço era retirado do cavaleiro. Calmon percebeu que empunhar sua arma era o mesmo que se tornar um assassino. O que ele estava fazendo? O que ele pensou que estaria fazendo?
Sem família, viveu acreditando que a visão que um dia tivera dos cavaleiros reais desfilando pelas ruas do reino, demonstrando toda a sua imponência e importância, seria a solução para a sua solidão. Afinal, as pessoas aplaudiam os cavaleiros, reconhecimento este que um pobre garoto como Calmon não tinha, mas teria em breve, se tornando um deles.
Porém, dentro daquele cenário monstruoso e sangrento, que reconhecimento teria? Apenas as expressões agonizantes nos olhos daqueles que eram mortos por ele. Era isso que ele queria? Ser visto e elogiado como um guerreiro que não fazia nada mais que ser um peão no meio de um tabuleiro. Lutar pelo reino; pela honra; pela glória. Tudo não passava de um falso prestígio.
A espada de Calmon apresentava-se quase totalmente coberta de sangue nas mãos trepidantes. E como se o líquido pesasse mais do que aparentasse, suas luvas deixaram o cabo resvalar até a arma cair no solo. O cavaleiro parou de lutar, e quando se deu conta, seus inimigos já estavam praticamente aniquilados, estendidos sem vida pelo local de batalha.
Com seu exército saindo vitorioso, Calmon e os guerreiros remanescentes retornaram ao reino; o jovem cavaleiro regressando desalentado. Nem mesmo o incentivo de seus amigos sobre ser condecorado com vivas pelas pessoas do reino o alegrou, pois Calmon sabia que o problema não era este. E como pressentira, perfilar junto aos cavaleiros não lhe trouxe alegria, apenas mais sofrimento. E pensar que quando criança sonhava em estar no seu lugar de agora. Tudo uma besteira!
Ainda abalado, Calmon resolveu se enfurnar num bar e se afogar na bebida, deixando seu espírito navegar por um mar consternado. A memória dele matando seus inimigos, e as feições agonizantes que eles demonstravam antes da morte acometê-los... era pesarosa.
- Eu queria esquecer... Eu queria esquecer – murmurou ele com desgosto, solitário numa mesa.
- Com licença, jovem cavaleiro – aproximou-se alguém com a voz rouca. Portava uma capa que encobria toda a sua identidade. Calmon só pode ver o rosto senil do desconhecido através do alumio das velas na mesa.
O homem que se apresentou para Calmon mostrou-se interessado no jovem, e este, talvez sob o efeito da bebida, acabou revelando o motivo de sua angústia. Pecados: assassinara muitas pessoas e se arrependia de tais atos. Aquilo foi o suficiente para as intenções daquele encapuzado misterioso.
- Não gostaria de apagá-las? As lembranças que tanto lhe pungem – aliciou o indivíduo idoso.
- Quem é você? – indagou o cavaleiro.
- Eu sou um cientista.
Obviamente, Calmon desconhecia aquele termo, mas demonstrou interesse nas bizarras explicações do chamado “cientista” sobre como apagar a memória. Para ele, a tal “ciência” que o homem mencionara parecia ser mais um ritual de magia ou bruxaria, e o cavaleiro não pactuava com estas coisas. Porém, o cientista conseguiu convencê-lo de que o processo era fruto da evolução da mente humana, e não usava qualquer artifício mágico.
O cientista revelou que o próprio viera de uma terra muito distante de outro continente; um lugar desconhecido por muitos, e embrenhado nos segredos do mundo. Ele deixara seu povo e partira para desbravar o planeta – mais um termo incomum para o cavaleiro –, ao mesmo tempo em que realizava seus diversos experimentos. Contou que precisava de pessoas dispostas a testar sua nova invenção, e que Calmon era o mais indicado a esta tarefa.
Sem entender muita coisa, e com a mente nada sóbria, o cavaleiro aceitou a proposta.
Ambos saíram da taberna e rumaram a cavalo até as montanhas que ladeavam o reino. Cavalgaram até uma relva fechada, permeada de rochedos e pequenos planaltos, e na encosta de um deles, escondia-se a entrada de uma caverna profunda. Percorreram o caminho sombrio até chegarem numa grande porta, que só foi aberta através da impressão digital do cientista em um painel na parede, fato que fez o cavaleiro se assustar.
E se a porta escancarada, de modo “mágico”, o sobressaltou, Calmon quase teve uma crise de pânico ao observar o recinto. Lâmpadas que jorravam luzes intensas, inúmeros painéis, televisores, e equipamentos tecnológicos estavam apinhados por todo o local, mas era óbvio que ele não conhecia nada daquilo. Seus passos no âmbito futurístico ainda eram receosos, mas o cientista tratou de apaziguá-lo.
O anfitrião logo apresentou sua invenção, com um tom de orgulho. O cavaleiro olhou para uma espécie de elmo, cheio de fios conectados a um grande painel na parede.
- Não precisa ter medo. Vamos – incitou o cientista, louco para ver seu “brinquedo” funcionar.
Calmon despiu seu traje de cavaleiro, e deitou-se numa cama. Em seguida, o elmo foi posto em sua cabeça. Fechou os olhos enquanto ouvia o cientista dizer o que deveria fazer: se concentrar somente nas lembranças que almejava esquecer.
- É hora de apagar os seus pecados, jovem Calmon. Que a ciência lhe perdoe – disse o cientista antes de puxar uma alavanca, soltando uma prazerosa risada.
O sangue, os gritos, as expressões de pavor e dor, a espada manchada de carmesim, a culpa, os pecados; toda uma experiência de vida delida em poucos minutos. E um sono profundo fez o jovem dormir por horas, só acordando no meio da selva próxima a sua terra. Confuso, sem saber como fora parar naquele lugar, Calmon empertigou-se e retornou ao reino, onde eventualmente sustentou sua vida de cavaleiro.
Quanto ao cientista, para comprovar o funcionamento do elmo, cruzou duas ou três vezes com o cavaleiro na rua, que não o reconhecera.
Semanas depois, o cientista retornou no mesmo bar em que encontrara Calmon pela primeira vez, e para a surpresa dele, deparou-se novamente com o cavaleiro, solitário na mesa, em profunda lástima.
- O que foi que eu fiz? Meu Deus... Meu Deus...
O cientista tornou a se aproximar e perguntou o que havia de errado com Calmon. Assim como da vez anterior, o cavaleiro contou o seu problema – disse que matara inocentes de uma aldeia, inclusive crianças – e novamente foi compelido a aceitar a proposta do cientista. O cavaleiro teria sua memória retirada mais uma vez.
O "déjà vu" procedeu-se, e novamente o jovem retornou para sua vida de cavaleiro. O cientista ficou preocupado com o episódio. O elmo não apagara completamente as memórias de Calmon? Será que algum vestígio de sua lembrança passada desencadeara o mesmo evento? O elmo fora construído para este fim: eliminar as piores lembranças do ser humano, pois assim, ele não sofreria com os pecados cometidos, e teria uma vida de eterna felicidade. Atormentado por estas dúvidas, o cientista passou a frequentar aquela taberna por vários dias.
E após o novo retorno da tropa real de um combate distante, o jovem Calmon, sobrevivente de três batalhas, enfurnou-se no mesmo bar, amargurando seus novos pecados. Também no bar, estava o cientista, que ao contemplar a imagem do cavaleiro novamente, finalmente compreendeu o erro de tudo. Suspirou, e tornou a caminhar até o jovem desalentado que murmurava suas mágoas. Ao invés de perguntar qual era o problema, como nas vezes anteriores, o velho simplesmente pousou gentilmente a mão sobre o ombro do cavaleiro e disse:
- Meu jovem. Se algo está lhe afligindo, vá a uma Igreja. Lá, você irá confessar seus pecados a Deus, e não se culpará nunca mais.
E com isso, o cientista saiu do bar.
Calmon ficou estático, assimilando as palavras daquele desconhecido. E como este recomendara, o cavaleiro saiu em disparada até a Igreja. Acorreu até o confessionário e principiou a confissão de seus pecados. Quando terminou, ao sair pela porta da Igreja, sentiu-se muito mais leve. Então teve a consciência de que ser um cavaleiro não era mais o que ansiava. Calmon desertou de seu reino e começou a viajar pelo mundo, procurando um novo propósito para a sua vida que o fizesse encontrar felicidade verdadeira.
O cientista, em sua charrete cheia de objetos guardados, após partir do reino, parou à margem de um rio e fitou o elmo que tanto se empenhara em criar. Concluiu que sua invenção fora um fracasso. Um objeto tecnológico, que supostamente faria as pessoas esquecerem suas piores lembranças, e assim viverem uma vida mais leve; porém, o seu criador esqueceu-se de que estas lembranças amargas e pesarosas são cicatrizes que fazem as pessoas rememorarem suas experiências de vida, e que somente olhando para estas estigmas, as pessoas são capazes de evoluir.
E aprendendo com o seu erro, sorriu, e lançou o elmo no riacho. No final, o cientista criara um objeto inútil; pegando novamente a estrada, conscientizou-se que da próxima vez inventaria algo mais benévolo.
Porém, o cientista nunca saberá que o elmo que ele descartara foi achado numa margem muito distante daquele mesmo rio por mais uma criança sonhadora, brincando de cavaleiro. Ele pegou o acessório e o colocou sobre a cabeça, avivando ainda mais sua devaneia brincadeira. O elmo, ironicamente, deu ao menino o que o cientista almejara produzir com sua invenção: felicidade verdadeira.

sábado, 14 de agosto de 2010

Conheça "O Vale dos Anjos"

Olá, pessoal.

Estou um pouco ausente do blog, pois é. Meus posts estão sendo cada vez mais ocasionais, confesso que me bateu uma preguiça de criá-los. Estou preocupado apenas em bolar contos para certas antologias ( no final das contas, acabei não escrevendo nada) e em escrever o ebook do Mundo Sombrio ( esse pelo menos vai indo bem, hehe). Porém, acho que dá pra manter um post por semana. Então, como prometi ao autor, vou divulgar mais um livro nacional saindo do forno: "O Vale dos Anjos - O Torneio dos Céus (parte1)".

Parece realmente um livro muito bacana, uma vez que é mais uma série literária nacional começando a caminhar. Esse foi um dos projetos que descobri há alguns meses, então, acabei ficando de olho no dia em que ele finalmente seria lançado. Já está na minha lista de leitura, e torço que até o fim do ano euo tenha em mãos. (Gostaria de contar com a sorte de alguns sorteios que podem advir, hehe).

Mas está aí uma excelente dica de leitura. Curtam a capa e a sinopse! Vocês podem saber mais sobre a obra e o autor, visitando http://ovaledosanjos.blogspot.com/



Esse primeiro volume nos apresenta nosso protagonista Dimitris. Um jovem rapaz que vive tranquilamente com sua esposa Mariah na cidade de Atenas. O que ele não esperava era um acontecimento trágico que viria a levar sua vida precocemente.
És então que sua aventura começa. Orientado pelo anjo guia de enterro denominado Obelisco, Dimítris conhece o mundo que lhe espera: O Vale dos Anjos. Local que é separado pela beleza e curiosidades do paraíso e a crueldade e mistérios das oito prisões. 
Levado por esse mundo místico e cheio de novidades, Dimítris parte em busca de seu pai falecido e uma maneira de voltar à vida para ficar ao lado de sua amada Mariah e cumprir a promessa que efetuara. 
Assim ele é levado ao torneio dos céus: perigosa disputa mitológica que premia o vencedor com o condecorado cargo de anjo semideus, cujos poderes vão além da imaginação e permitem inclusive ter o poder de se manter vivo novamente. 
Guiado pelo seu recente amigo Obelisco, cujo senso de humor o ajuda nos momentos de apreensão, pela cupido Anne cuja beleza é incomparável e treinado pelo misterioso mestre Ramirez Dimítris passará a descobrir os mistérios que esse novo mundo lhe revela e descobrir que sua recém chegada já era esperada a muito tempo e que ele se tornará uma peça fundamental em uma batalha iminente.

domingo, 1 de agosto de 2010

Estou em mais uma antologia: Alethéia


Dias atrás foi anunciado os selecionados para a antologia Aletheia da editora Multifoco, organizada por Leonardo Schabbach. Agradeço muito a ele pela oportunidade e parabenizo a iniciativa de organizar esta antologia. Além disso, o Leonardo faz um trabalho muito bacana visando novos autores. (Confira mais no blog “Na ponta do Lápis”). Retornando a Aletheia, a boa notícia é que estou entre os 21 autores felizardos do livro. Serão contos de ficção especulativa que giram em torno da busca pela verdade, algo mais filosófico capaz de causar reflexão ao leitor. 

Com isso, me encontro em duas antologias, um bom começo para um escritor novato. E ainda pretendo me inscrever em mais uma, e se tudo der certo, também ser escolhido. Faltará apenas lançar o ebook completo do Mundo Sombrio daqui a alguns meses para fechar um bom ano. Estando em três antologias e com um livro introdutório na internet de uma série que iniciarei, estarei numa estrada mais tranqüila rumo à publicação de um primeiro livro solo. Essa é a minha meta este ano. Será que consigo? Vamos ver. Continuarei trabalhando para bons frutos continuarem vindo.


E claro, agradeço aqueles que me apoiam e aos leitores deste blog, sempre me incentivando e acreditando em meu trabalho.